Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 22/07/2020

João Jardim, em seu documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, mostra a realidade das escolas públicas e a falta de estímulo dos alunos. Paralelamente à essa realidade, encontram-se diversos estudantes indignados com a falta de investimento e reconhecimento, buscando melhores condições fora do país. Dessa forma, a fuga de cérebros torna-se um problema e seus desdobramentos refletem no desenvolvimento do Brasil.

Primeiramente, segundo a Constituição Federal de 1988, o acesso à educação de qualidade é responsabilidade do Estado. Porém, infelizmente, na atual situação, isso não acontece,observa-se menor investimento educacional. De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil investiu 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB), o percentual está abaixo em relação aos países desenvolvidos, assim, as pessoas buscam por uma melhor didática fora do país, uma vez que, no Brasil, o ensino não é considerado prioridade.

Em segundo lugar, verifica-se como causa da emigração de brasileiros a falta de reconhecimento do esforço intelectual. Analogamente, verifica-se a crítica realizada pela banda Pink Floyd em sua música “The Wall”, na qual diz “você é só mais um tijolo na parede”, infere-se que cada vez mais ocorre um desestímulo por parte do Estado e lamentavelmente talentos são desperdiçados. Logo, os professores não conseguem tornar o estudo atrativo e não indicam a profissão, argumento comprovado em pesquisa realizada pelo MEC (Ministério da Educação), que afirma que faltam mais de 170 mil professores na educação do país.

Portanto, propõe-se que o Ministério da Educação apresente planos de ação voltados para a atração e retenção dos alunos no ambiente nacional. Mais precisamente, incentivar o desenvolvimento e aprimoramento da carreira em solo nacional, assim como no projeto Médicos Sem Fronteiras  e se possível  durante o processo educativo. Então, por meio dessas modificações, o impacto da fuga de cérebros poderá ser minimizado, a fim de valorizar a inteligência brasileira.