Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/07/2020

A ciência é a porta de entrada para a prosperidade de um país, pois é por meio dela que se adquire inúmeras tecnologias necessárias aos seres humanos. Todavia, ao perder as peças fundamentais para esse desenvolvimento, que são os jovens cientistas, a sociedade passa a obter um futuro indeterminado. Entretanto, não só problemas relacionados a falta de incentivo a educação, mas também à ausência de investimentos à ciência contribui para o êxodo de cérebros.

A priori, o Brasil continua deixando a desejar no que diz respeito ao ensino, posto que a falta de incentivo aos jovens faz com muitos desistam no meio do trajeto e os que seguem em frente são por conta própria. Por conseguinte, o governo prejudica a si mesmo ao falhar no estímulo daqueles que mais tarde fariam parte da sua economia. Desse modo, muitos talentos acabam sendo atraídos por universidades do exterior, principalmente do Estados Unidos, que procuram por novos talentos mundo afora.

Ademais, a falta de investimento em pesquisas necessárias tanto ao aprendizado do aluno quanto ao desenvolvimento de novas técnicas é um fator decisivo na emigração de cérebros. Infelizmente, muitos cientistas que estavam ou ainda estão no país concluem suas pesquisas com o dinheiro do próprio bolso como o caso da neurocientista Suzana Herculano-Houzel. Além disso, a redução do número de bolsas de estudos é prejudicial para muitos alunos promissores que não possuem condições de ingressar na universidade.

Portanto, é evidente que a fuga de cérebros é preocupante pois afeta diretamente o futuro da nação. Logo, o Governo Federal em conjunto com o Ministério da Educação e o Ministério da Ciência devem investir em pesquisas científicas, educação e campanhas públicas de incentivo aos jovens. Em suma, ao oferecer melhores qualidades de ensino e condições favoráveis a análises técnicas, o país passa a atrair não apenas talentos nacionais, mas também do exterior.