Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/07/2020

A necessidade de crescer

Fuga de cérebros é a saída de pessoas qualificadas de seus lugares de origem motivadas principalmente pelas melhores qualidades de trabalho em outros países. Dentro do contexto brasileiro de país emergente, esse evento vem se tornando algo comum e tem crescido alarmantemente, e tem como causas a improdutividade brasileira nos setores de produção de tecnologia e politicas imediatistas, que impedem um desenvolvimento mais sólido de várias áreas do conhecimento.

Precipuamente, a falta de incentivo ao desenvolvimento tecnológico pelos passados governos brasileiros influencia no baixo crescimento desse setor. Dessa forma, muitos profissionais precisam financiar os seus próprios projetos a fim de que eles se concretizem no futuro, que também é incerto, pois não há garantia de que eles serão absorvidos pelo mercado, este que é permeado por produtos estrangeiros e possui pouca fé nos produtos brasileiros. Além disso, bolsas de estudo sofrem cortes nos seus subsídios, contribuindo para a chamada fuga de cérebros. Portanto, esse fenômeno, que teve 184% de crescimento, de acordo com a Receita Federal, entre 2011 e 2018, traz muitos prejuízos para a economia brasileira e sua entrada definitiva no mercado internacional.

Decerto, desde aproximadamente sua emancipação de Portugal, o Brasil passa por uma sucessão de governos sustentados por politicas imediatistas que tentam resolver um problema, mas acabam criando outros. Foi assim com o Plano Cruzado, de Sarney, que fez crescer absurdamente a inflação e diminuiu o valor da moeda nacional da época, e com diversos outros planos da Nova República. Em outras palavras, planos imediatistas geram soluções rápidas, que, portanto, não contribuem em praticamente nada para o desenvolvimento econômico, tecnológico e até social do país. Isso se evidencia na contribuição de 2/3 do PIB pelo setor terciário, que, na maioria das vezes, absorve produtos estrangeiros e mais tecnológicos ao invés de incentivar a circulação de artigos brasileiros, que não agregam muito valor de mercado. Enfim, há no Brasil uma mentalidade de que o que vem de fora sempre é melhor e é por isso que o país não cresce à medida do seu potencial.

Assim sendo, urge que a mudança de pensamento nasça de dentro de cada brasileiro, e exige medidas que deverão ser tomadas pela esfera nacional, mais precisamente, pelo Ministro da Economia, de modo a incentivar a tecnologia e ciência brasileiras por meio de projetos de financiamento e bolsas de estudo para faculdades e centros de pesquisa e resguardando a livre iniciativa e livre mercado, a fim de não apenas fomentar a inovação e a produtividade da indústria, mas também atrair e motivar a estadia de cérebros que desenvolverão o país.