Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/07/2020
Muitos profissionais qualificados estão deixando seus países de origem devido a falta de investimento e desenvolvimento em suas respectivas áreas profissionais. Isso também ocorre no Brasil. Muitos desses profissionais são pesquisadores, que afirmam estarem cansados do modo como a ciência é conduzida no país. Há falta de investimento e incentivo a mediocridade nas áreas de desenvolvimento da ciência.
Primeiramente, nota-se que no Brasil há pesquisadores de excelência. Uma lista divulgada anualmente pela empresa de consultoria Clarivate Analytics, aponta que, em 2018, doze brasileiros estavam entre os mais influentes pesquisadores do mundo. Porém dados da Receita federal apontam que o numero de pessoas que saíram do país, definitivamente, passou 8.170 em 2011 para 23.271 em 2018, ou crescimento de 184%. Embora não haja descriminação quanto a profissão nessa lista, sabe-se que muitos pesquisadores deixam o Brasil, por receberem bolsa incentivo de Universidades de outros países. E assim levam consigo a oportunidade da inovação, do país, por meio da ciência e tecnologia.
Além disso, o Brasil na condição de país emergente, muitas vezes, depende de empresas advindas de países que possem devidos investimentos em ciência e tecnologia. Dessa forma, os brasileiros se tornam reféns da mediocridade, contentando-se em trabalhar em empresas que possuem a tecnologia que não temos, sem querer aprimorá-las ou ser o detentor de tal. Criando assim, uma cultura que incuti a ideia de que o investimento nessa área não é necessário.
Em suma, a cultura deve ser mudada quanto ao ensino superior e investimentos à ciência e pesquisa. Isso pode ser feito por meio de incentivo à educação, em todas as áreas, políticas adequadas e recursos financeiros reorganizados em nossa sociedade. Também pode ser oferecidos incentivo fiscal para empresas que utilizam mão de obra brasileira, em troca de investimento à pesquisa e desenvolvimento realizados no Brasil.