Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/07/2020

Apesar do Brasil ocupar a posição de nona maior economia do mundo, toda essa magnificência não é plenamente observada na sua produção científica e tecnológica. Dessa forma, brasileiros qualificados se veem inviabilizados de exercer suas respectivas profissões em sua pátria. Portanto, faz-se necessário analisar o baixo progresso científico brasileiro e as oportunidades oferecidas em países desenvolvidos - fatores que acentuam a problemática.

Antes de tudo, é imprescindível salientar que o Brasil é um país emergente que teve sua industrialização e, consequentemente, seu acesso à tecnologia tardiamente. Tal fato se deve a colonização por parte da Coroa portuguesa, a qual tinha interesses econômicos em manter o Brasil apenas como produtor agrícola. Mesmo após mais de um século de independência, é perceptível as consequências deste moroso progresso, entre elas o insuficiente investimento na ciência e a baixa produção científica, gerando a falta de oportunidade para profissionais qualificados.

Além do exposto, é observável pela venda de patentes que países desenvolvidos apresentam tanto progresso econômico quanto científico. Dessa maneira, tornam-se locais de atração dos inutilizados e desvalorizados profissionais brasileiros. Por conseguinte, há a perpetuação do acelerado progresso de países desenvolvidos e a lenta ascensão dos demais.

Diante dos supracitados fatores que acentuam a problemática, faz-se importante medidas que os atenuem. Portanto, deve ser repassada pela União verbas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para  a fomentação de parcerias com instituições privadas, por meio de investimento em estrutura necessária para o funcionamento pleno das colaborações e projetos que agreguem à ciência e economia brasileira, ao mesmo tempo que aloca profissionais. Visa-se, assim, o progresso científico e o combate à fuga de cérebros no Brasil.