Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/08/2020
O sociólogo Émille Durkheim afirma que a sociedade é como um corpo biológico, e para seu bom funcionamento todas as partes devem funcionar em conjunto. Nesse contexto, nota-se que para o bom desenvolvimento da nação todos devem participar dela. No entanto, hodiernamente existe um crescente movimento de saída de cérebros no país, o que acaba freando o desenvolvimento da pátria. Dessa forma, são desafios para combater esse movimento a falta de valorização e pouca verba, e medidas que mudem tal realidade são urgentes.
A priori, cabe salientar que o Brasil tem um passado histórico de fuga de grandes contribuintes com a cultura e desenvolvimento nacional. Nesse prisma, cabe citar o historiador Sérgio Buarque de Holanda, importante figura brasileira, e que se viu mais valorizado no exterior do que no solo do próprio país. Ademais, tal fenômeno proporciona o desenvolvimento de outros países, enquanto o Brasil enfrenta graves crises econômicas, que poderiam ser combatidas com o incentivo e soluções intelectuais. Assim, nota-se que a falta de valorização desses profissionais é um grande desafio para o combate de tal gargalo, e deve ser contido.
A posteriori quando a valorização está presente, outro grande fator desmotivador ocorre: a falta de verba. Desse modo, diariamente indivíduos são obrigados a desistir dos seus projetos e conquistas, pois a verba ofertada é insuficiente ou até mesmo inexistente. Nesse ínterim, pode-se citar diversos estudantes que passam para olimpíadas a níveis mundiais, mas segundo o G1, não possuem verba para ir. Não obstante, isso torna-se um grande dificultador da situação, uma vez que o país não consegue arcar e valorizar os futuros profissionais e descobertas que ocorrem no Brasil, o que motiva a fuga de cérebros.
Destarte, infere-se que a fuga de cérebros é um tema que deve ser discutido e combatido. Portanto, é necessário que a Mídia invista em propagandas televisivas e na internet, promovendo a valorização de grandes cérebros do país, por meio de imagens e informações do que realizam, o que estimulará uma valorização nacional desses profissionais. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação a realização de provas, para escolher os melhores profissionais das suas respectivas áreas, remanejando melhor a verba através da meritocracia. Nessa lógica, o corpo biológico de Durkheim funcionará perfeitamente no Brasil.