Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 30/07/2020
Na década de 1930, devido à ascensão do nazismo na Alemanha, os filósofos da célebre Escola de Frankfurt fugiram para o exterior, visto que a origem judaica desses pensadores era motivo de repulsa no governo vigente. De modo similar a esse fenômeno, no Brasil, percebe-se que o êxodo de profissionais qualificados é uma tendência prejudicial, causada, principalmente, pelo baixo investimento na ciência. Logo, torna-se necessário amenizar tal problemática.
Sob esse viés, é notório que o baixo investimento no âmbito científico tem raízes históricas complexas, as quais podem ser sintetizadas no conformação do status do país como agroexportador. Isso é consequência da industrialização tardia, já que os interesses da aristocracia rural priorizaram o setor primário em detrimento da área de pesquisas. Hodiernamente, tal quadro pouco foi alterado ao notar a contínua diminuição de verbas destinadas à ciência no país, o que influencia a fuga de cérebros, pois os pesquisadores detêm poucos recursos para fazerem avanços significativos. Ademais, é perceptível que o alto índice de violência no território brasileiro causa insegurança geral, que, consequentemente, contribui para o êxodo de profissionais especializados, os quais preferem nações mais seguras para morarem.
Outrossim, vale pontuar os efeitos do “brain drain” na economia do país. Sabe-se que, com a saída de mão de obra qualificada, a importação de tecnologias aumenta, a qual, se fosse produzida em território nacional, resultaria em um gasto bem reduzido, já que não haveria tarifas externas. Essa despesa maior representa, em sua totalidade, grande impacto econômico e o dinheiro cedido nesse desembolso poderia ser utilizado para outras funções públicas.
Destarte, é mister que o Governo estimule os pesquisadores, por intermédio do financiamento em ciência, eliminando gastos desnecessários em outros âmbitos. Além disso, o Estado deve melhorara segurança pública na região nacional, por meio do aumento da fiscalização urbana feita por policiais. Ambas as medidas terão o fito de reduzir a fuga de cérebros no país. Assim, a atrofia do setor quaternário e o estigma de nação agroexportadora serão superados.