Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 12/08/2020
Funcionando conforme a Terceira Lei de Newton, a qual afirma que para toda força de ação existe uma de reação com a mesma intensidade, a falta de incentivo do país em pesquisas desestimula a comunidade cientifica e, consequentemente, tem como resultado a fuga de cérebros do Brasil. Nesse sentido, novos pesquisadores sofrem diariamente com a ineficácia do Governo, que não contribui financeiramente com essa parte da sociedade e negligencia as suas aptidões técnicas e os seus conhecimentos. Desse modo, torna-se premente analisar uma das principais causas dessa problemática: a débil aplicação de capital em pesquisas e sua negativa contribuição na formação de novos cérebros.
Em primeira análise, é lícito postular que a falta incentivo monetário nos cérebros prejudica a comunidade cientifica e fomenta a perpetuação do impasse. Segundo dados da pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil investiu 1,26% do Produto Interno Bruto (PIB) em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2017. Nesse contexto, observa-se que o país negligencia os cientistas e possui medíocre investimento em sua área do conhecimento, o que gera insatisfação e desestimulo, assim, motiva-se a fuga em massa desses profissionais do Brasil, em busca de melhores oportunidades. Torna-se claro, portanto, que a débil aplicação de capital em pesquisas afeta diretamente a permanência dos cérebros em território nacional.
Ademais, é válido ressaltar que o supracitado pode contribuir negativamente com a formação de novos pesquisadores, o que diminui, ainda mais, a existência de cérebros no Brasil. Isso porque o país não possui projetos que incentivem os jovem a se tornarem pesquisadores, uma vez que, pela falta de investimento no meio, os indivíduos podem ver a profissão como “arriscada” financeiramente e, por conseguinte, tendem a desistir da carreira. Evidencia-se, assim, que a formação de novos cientistas pode ter relação com a maneira que a área é propagada como vantajosa no Brasil, dessa forma, o povo tende a agir conforme o conceito de menoridade do filósofo Kant, no qual decisões pessoais são tomadas pela influência do meio.
Em suma, os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil devem ser mitigados. Urge ao Governo investir 5% do PIB em pesquisas e desenvolvimento, com o fito de minimizar os fluxos emigratórios dos profissionais de alta qualificação. Além de ministrar palestras nas escolas sobre a importância das pesquisas no país, a fim de estimular os jovens a engrenarem nessa área do conhecimento, logo, pode-se criar uma sociedade mais cientifica. Só assim, a ação do Governo terá como reação a permanência dos pesquisadores no pais