Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/08/2020

No século XX, houve a Terceira Fase da Revolução Industrial, fato potencializador do avanço nas descobertas e criações da ciência. Porém, a intensidade do fenômeno foi diferente em cada país e região, de maneira a estimular o deslocamento de pessoas entre nações para o desenvolvimento do conhecimento. Portanto, a fuga de cérebros no Brasil relaciona-se com a falta de investimentos governamentais no quarto setor econômico e a carência de capacitação para o ingresso no meio científico.

Em primeira instância, é necessário ressaltar a ausência de infraestrutura para pesquisas acadêmicas. Segundo o filósofo moderno Rousseau, o progresso social baseia-se na educação, pois a partir da ajuda de governantes, o indivíduo pode melhorar a convivência e efetuar descobertas imprescindíveis. O pensamento pode ser comprovado ao se observar os índices de emigração brasileira com aumento de 100% - de acordo com o portal de notícias G1 – para países com maior aparato tecnológico. Logo, a falta de adequação dos locais de trabalho favorecem a saída de cientistas nacionais.

Ademais, a desabilitação de grande parcela ativa fomenta o problema. Conforme o pensador Taine, o ser humano é produto de seu meio, raça e momento histórico, de forma a basear suas ações na realidade na qual está submetido. A ideia consegue ser validada ao diagnosticar o percentual de mais de 50% - dado disponível no jornal G1 – de brasileiros maiores de 25 anos com apenas ensino básico. Assim, o baixo número de profissionais qualificados no ensino superior propicia o agravamento da situação, uma vez que há a perpetuação da baixa escolaridade dos habitantes do Estado.

Assim, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) e empresas privadas devem promover, por meio de contratos e isenção de impostos, a Parceria Público-Privada, com o objetivo de financiar adequadamente os empasses existentes no modelo educacional vigente. Tais ações deverão ser voltadas para grandes pesquisadores e para as partes mais humildes do território, então, será possível a mitigação efetiva do entrave.