Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/08/2020
Na Segunda Revolução Industrial cientistas desenvolveram novas tecnologias, como eletricidade por Nikola Tesla, e, para isso, tinham apoio financeiro e estrutural. Porém, no Brasil atual há limitação desses cientistas e, resultante disso, eles saem do país para procurar melhores condições trabalho em outros. Nessa esteira, percebe-se que a fuga de cérebros é um grave problema, devido, não só à infraestrutura ineficiente, mas também por prejudicar o futuro do país.
A priori, pesquisadores não dispõem de ambientes propícios para executar suas ideias. Segundo Suzana Herculano-Houzel, neurocientista pela UFRJ, ela já precisou usar dinheiro próprio para executar suas pesquisas. Além disso, o governo brasileiro, há pouco tempo, cortou verbas para o orçamento de universidades. Logo, esses cortes tendem a acentuar ainda mais a fuga de cérebros, pois com a redução as universidades terão de restringir o dinheiro destinado às pesquisas e aos cientistas, que com oportunidades melhores em outros países, abandonarão este. Ademais, como disse Steve Jobs, a tecnologia move o mundo e o Brasil desestimula a inovação desta.
Outrossim, as nações desenvolvidas do mundo, por exemplo, China, Japão, EUA, entre outros, têm as melhores instituições de ensino superior e capitais intelectuais e, por conseguinte, são pioneiras na produção de novas tecnologias. Logo, no Brasil, subdesenvolvido, é impossível alcançar o patamar dos grandes países, sem estímulo à ciência, já que estes investem enormes quantidades financeiras nela. Nesse contexto, é essencial manter os cientistas em solo nacional, pois eles ajudarão, entre tantas coisas, a desenvolver a indústria nacional e qualificar a mão de obra para trabalhar nelas.
Portanto, o combate à fuga de cérebros é importante e são necessários medidas para extinguir o impasse. Nessa conjuntura, Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, devem investir mais nas pesquisas de cunho científico, por meio da destinação de uma maior parcela do PIB. Com isso, as universidades poderão disponibilizar equipamentos, materiais e outros suportes sofisticados para realização de estudos em geral. Assim, acabará a saída de cérebros e atrairá estrangeiros a realizar as suas no país.