Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/08/2020
Desde a Revolução Industrial, com o desenvolvimento das máquinas e das inovações tecnológicas, o pensamento científico passou a ser mais valorizado. Entretanto, atualmente, no cenário brasileiro, esse enaltecimento pelo avanço da ciência está sendo deixado de lado e vem causando a fuga de cérebros, o que está se tornando um problema devido à falta de investimentos no setor educacional e à baixa valorização dos estudiosos.
Nesse contexto, em primeira análise, os investimentos em unidades de ensino estão cada vez menores. Tal fato acontece, pois, há um certo descaso do governo com a formação e o desenvolvimento de cidadãos aptos a produzir conteúdos que envolvem ciência e tecnologia, o que promove a fuga de cientistas para outras localidades visando melhores oportunidades para desenvolver pesquisas. Dessa forma, por causa desse acontecimento e alguns outros fatores, segundo o portal G1 da emissora Rede Globo, o índice de pessoas talentosas que tendem a ir para o exterior vem aumentando, o que é muito preocupante.
Ademais, em segunda análise, os cidadãos que desenvolvem estudos técnicos no Brasil são pouco valorizados. Isso acontece porque a atual sociedade brasileira usa reconhecer apenas os principais constituintes do Produto Interno Bruto (PIB) como importantes, uma vez que são os responsáveis por movimentar o mercado e gerar um grande retorno financeiro para a pátria. Dessa maneira, o reconhecimento do cientista se torna escasso perto das contribuições da soja, o que, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, colabora para que indivíduos estudiosos procurem novos países, como os Estados Unidos, para desenvolverem inovações científicas.
Portanto, tendo em vista os precários investimentos na educação e a escassa valorização dos cientistas, é preciso que medidas sejam tomadas. Cabe ao Governo Federal, como instância máxima de poder do Brasil, investir no setor educacional por intermédio de concessões monetárias para que, desse modo, haja uma redução da fuga de cérebros. Além disso, é preciso que a Mídia, grande difusora de informações e principal meio formador de opiniões, promova a divulgação de estudiosos por meio de campanhas publicitárias para que, assim, a mentalidade dos cidadãos mude e os cientistas sejam mais valorizados.