Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/08/2020
No século XX, a migração interna no Brasil se intensificou, protagonizada pelos nordestinos, que, migravam para as outras regiões em busca de melhores condições de vida. De forma análoga, a comunidade científica brasileira vem realizando uma intenso fluxo de migração, em busca de condições mais favoráveis para desenvolvimento de seus conhecimentos. Entretanto, esse movimento migratório vem ocorrendo de forma externa, enfraquecendo a ciência nacional. Tal situação, vulnerabiliza o desenvolvimento científico do país, por isso é necessário entender e superar os desafios de conter esse “brain drain”, que impacta negativamente na educação e na economia brasileira.
Primordialmente, é imprescindível destacar que as deficiências no sistema educacional intensificam a problemática. Deve-se considerar que o ensino educacional não valoriza e incentiva a ciência como deveria fazê-lo. Isso, pode ser evidenciado pelas poucas oportunidades de iniciação científicas oferecidas e financiadas de forma adequada, já que a falta de oportunidades e a escassez de recursos é uma realidade. Nesse contexto, os cientistas são motivados a , assim como os nordestinos, buscarem um ambiente mais propício para a ciência.
Outrossim, os impactos na economia devem ser considerados como consequência dessa fuga de cérebros. Os ambientes de desenvolvimento de pesquisas e inovação, conhecidos como tecnopolos, contribuem muito para o crescimento econômico de um país. Tais, são compostos principalmente por cientistas, que por sua vez, vem optando pelos tecnopolos internacionais, em detrimento aos nacionais que não tem investimentos adequados para desenvolver seu trabalho. Em consonância a isso, dados disponibilizados pelo Wordpress, revelam que a tendência ao “brain drain” é cada vez maior, sendo que de 2011 até atualmente, o número de migrações aumentou em mais de 50%, revelando a gravidade da situação.
Portanto, medidas devem ser tomadas para motivar os profissionais a optarem pela ciência nacional. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a iniciativa privada , aumentar os investimentos em tecnopolos e universidades, de modo que amplie a oferta de bolsas cientificas, melhore a infraestrutura e recursos para dar o suporte necessário. Isso pode ser feito através dos lançamentos de editais semestralmente, com mais vagas e garantindo todo o suporte necessário. Dessa maneira, se dará mais oportunidade e qualidade de desenvolvimento para a ciência, valorizando os profissionais e fazendo o país caminhar para o progresso também nesse campo.