Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 08/08/2020

A recente  saída de cientistas e pesquisadores do Brasil para o exterior em grande escala configura um problema de caráter financeiro, científico e tecnológico enfrentado pela sociedade brasileira. Isso se dá principalmente em decorrência do baixo investimento financeiro em instituições públicas de ensino e também da falta de estímulo estatal aos cientistas para que eles continuem trabalhando em suas pesquisas, o que pode provocar consequências econômicas para o país.

Em primeira análise, convém avaliar o impacto dos cortes nas verbas para pesquisa, principalmente nas universidades públicas no país. De acordo com o ministro da economia do Brasil, Paulo Guedes, em 2019, era essencial que o investimento em educação no país diminuísse, para que a economia fosse restaurada, assim, cerca de 30% da verba destinada à pesquisa foi cortada, desestimulando dessa forma, os cientistas a seguirem adiante com os seus projetos. Assim, quanto menor o estímulo dado aos pesquisadores, maior a chance de que haja a fuga dos mesmos para outros países, visto que o país de origem não oferece amparo e incentivo ao progresso científico.

Ademais, as consequências causadas a partir da migração dos cientistas para fora do território brasileiro são vastas, pois, sem a presença dessas mentes brilhantes, o país pode decair economicamente e também no cenário internacional. A probabilidade da ocorrência de crises sem solução são muito maiores se os cientistas deixarem o país, pois sem eles, as alternativas para sair do cenário de colapso serão menores e as chances de recuperação também. Além disso, sem o devido desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil, os investimentos estrangeiros deixarão de ocorrer nas mesmas proporções, tendo a tendência de diminuir. Assim, é indubitável que o Estado elabore medidas para a diminuição desse problema.

Infere-se portanto, a necessidade de inovação e estímulo para os pesquisadores no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Economia destinar maiores investimentos para a educação, ciência e tecnologia, sobretudo nas instituições públicas, por meio da compra de equipamentos, construção de laboratórios, doação de bolsas para estudantes e pagamento de salários suficientes aos pesquisadores, para que assim, eles permaneçam desenvolvendo seus projetos e para que essa área chame a atenção de mais pessoas para a adesão. Desse modo, a fuga de cérebros diminuirá no Brasil,  e os cientistas se sentirão amparados pelo seu país.