Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/08/2020

No livro “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, uma família nordestina é obrigada a emigrar da área sertaneja para lugares menos castigados pela seca. Distante da ficção, hoje, no Brasil, ao invés de se deslocar por conta da falta de água, cérebros nacionais deixam o país em busca de oportunidades melhores. Dessa maneira, convém analisar o que leva os “gênios” do país a emigrarem e o futuro da nação caso esse cenário continue.

Primeiramente, é imperioso destacar a causa da “fuga de cérebros” no Brasil. Segundo o filósofo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”. Sob tal ótica, brasileiros com uma intelectualidade acima do comum emigram desejando uma vida melhor, como proposto por Platão. Dessa maneira, o que atrai os indivíduos a se deslocarem a outro país é o “viver melhor”, visto que muitos países oferecem uma estabilidade financeira acima do padrão e um convívio social agradável. Desse modo, medidas devem ser tomadas pelo Estado, para que os gênios brasileiros permaneçam na nação.

Outrossim, é imperativo pontuar o futuro da nação caso esse cenário continue. Para o filósofo Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Tendo isso em vista, afirma-se que, no

Brasil, tornou-se comum o não acesso à educação de qualidade, fazendo com que boa parte da população cresça com um nível de ignorância acima do comum. Por oposição, os brasileiros com o acesso educacional eminente estão emigrando, e a ignorância populacional só aumenta. Dessa forma, a fuga de cérebros estimulam outros a praticarem o ato também, e o tema pautado será cada vez mais frequente.

Com o intuito de amenizar essa problemática, cabe ao Poder Executivo realizar ainda mais concursos públicos para as mais diversas áreas de atuação no país. Os salários e oportunidades serão ajustados conforme o currículo e a capacidade de cada indivíduo. Logo, o projeto será divulgado na mídia, como por exemplo, por meio de comerciais na televisão. Isso tudo, para que os gênios do Brasil permaneçam no país. Somente assim, os brasileiros também poderão viver bem em nossa nação, sem necessidade da “fuga de cérebros”.