Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 11/08/2020
Durante a Guerra Fria, o mundo experimentou um grande avanço científico, com a corrida armamentista, a corrida espacial, entre outros avanços tecnológicos. Nesse sentido, alguns países, como Rússia e Estados Unidos, ainda possuem uma grande estrutura propícia à pesquisa científica, o que estimula muitos brasileiros a continuarem seus projetos acadêmicos fora do país. Desse modo, percebe-se que há desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Pois, além de alguns países contarem com um cenário ideal para o amadurecimento profissional, no Brasil dois fatores não devem ser negligenciados, como: A lacuna de incentivo científico na educação brasileira e a precaridade de estrutura que possibilite o desenvolvimento tecnológico.
Mormente, cabe pontuar que a lacuna de incentivo científico na educação brasileira induz os indivíduos a manterem-se estagnados na zona de conforto, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX, os limites do campo de visão de uma pessoa determina seu entendimento a respeito do mundo que a cerca. Logo, cidadãos que desejam maiores oportunidades a procuram fora do Brasil.
Outrossim, convém frisar que a precaridade de estrutura ao desenvolvimento tecnológico estimula os indivíduos a se deslocarem a locais com melhores condições. Pois, de acordo com o pensamento de N. Maquiavel, filósofo italiano do século XV, a finalidade de alguma ação justifica os meios de se chegar até ela. Nesse sentido, o propósito de construir um conhecimento científico bem estruturado fundamenta o fato de ser necessário trocar de país para consegui-lo.
Diante dos fatos supracitados, a fim de que haja maior incentivo à pesquisa científica, urge que o Estado, na figura de Ministério da Educação, inclua na grade curricular do ensino médio uma disciplina voltada a iniciação científica. Dessa forma, os jovens desde cedo entenderão a importância de se fazer ciência. Além disso, torna-se imperativo que o MEC conceda mais oportunidades ao pesquisador brasileiro, como investimento ideal para o desenvolvimento de seus projetos e estrutura adequada, criando mais laboratórios e faculdades, além da concessão de bolsas, objetivando a dedicação integral desses profissionais que trarão retorno ao país em forma de tecnologia que no mundo globalizado fundamenta o desenvolvimento dos países. Somente sob tais perspectivas a fuga de cérebros será combatida e os Brasileiros conseguirão desenvolver seus projetos em território nacional.