Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/09/2020
Países como os Estados Unidos, se preocupam em sempre elevar seu número de pesquisas garantindo o crescente desenvolvimento. Todavia, o Brasil tem sido apenas berço para os pesquisadores, porque devido a falta de incentivo financeiro e educacional eles preferem se realocar em outras áreas do mundo à procura do que o Estado não os proporciona. Assim, para o combate à fuga de cérebros do país, são necessárias medidas que contornem esses impasses.
Em primeira análise, o problema de investimento monetário começa a partir do governo e força cientistas a abandonar seus projetos ou recomeçá-los em outro local, como ocorreu com a neurologista Suzana Herculano Houzel. Em carta para revista do Piauí, ela declarou ter tido momentos em que tirou dinheiro do próprio bolso para custear com as despesas do seu estudo, não aguentando a situação se mudou em busca de melhores condições. Logo, se o investimento do Brasil no âmbito de pesquisas continuar como está, cenas como essa serão mais habituais.
Em segunda análise, outro obstáculo enfrentado para fomentar a realização de pesquisas é o incentivo educacional. Infelizmente, não há tanto afinco das escolas brasileiras para com trabalhos voltados à área cientifica como ocorre nos EUA com as feiras de ciência. Segundo Paulo freire, o conhecimento pode mudas as pessoas e elas o mundo, então se não há o despertar da curiosidade, não há pesquisas, não há conhecimento e assim não há o avanço do país.
Portanto, no combate a fuga não só dos cérebros, mas também do desenvolvimento, é imprescindível que haja uma transformação na realidade. Por isso, cabe ao Governo financiar as atuais pesquisas em progresso e junto ao Ministério da educação, deve ocorrer incentivos, desde a fase infantil, à ciência por meio de feiras e passeios nos centros de pesquisa a fim de mobilizar a parcela jovem do país, influenciando-os a seguir esta carreira. Desse modo, a sociedade brasileira será a mais beneficiada, pois verá o país evoluindo exponencialmente.