Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 13/08/2020

Os movimentos Renascentista e Iluminista, entre os séculos XIV e XVIII, romperam com os ideais da Igreja Católica e propagaram a valorização do pensamento, da ciência e da razão, difundindo-se da Europa para o mundo. Séculos se passaram e o Brasil não obteve evolução dos pensamentos iluministas e renascentistas, obtendo uma carência de incentivo e reconhecimento às pessoas da área da ciência.

A realidade do pesquisador brasileiro é desafiadora e sofrida, uma vez que o país não se importa com essa área, faltando infraestrutura e recursos. “Não existe uma indústria voltada para a produção acadêmica, de forma que equipamentos, peças de reposição e reagentes são adquiridos no exterior”, afirma o pesquisador Bruno Martorelli ao Gazeta do Povo. Além disso, o mercado científico brasileiro é submisso ao mercado internacional, não oferecendo oportunidade ou interrompendo muitas pesquisas. Quando o dólar ou o euro estão em alta, os laboratórios não conseguem funcionar por depender de materiais exportados, elevando o orçamento.

Ademais, a visão de que a área da ciência não trás estabilidade financeira é muito presente no país, reduzindo drasticamente o número de profissionais. Segundo dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Científico (CNPq), o Brasil possui 7,6 doutores a cada 100 mil habitantes, enquanto o Reino Unido possui 41. Os fuga de cérebros (profissionais especializados que buscam oportunidades em outros países) não conseguem se sustentar por não haver a valorização e os recursos para exercer seu trabalho, buscando se estabilizar em outros países.

Com a finalidade de valorizar o estudo científico, o Governo juntamente com a iniciativa privada deve direcionar fundos ao Ministério da Ciência, visando o suporte e incentivo aos pesquisadores. Assim, os jovens brasileiros terão oportunidade e a infraestrutura ideal para a realização de pesquisas.