Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 14/08/2020

Era muito comum, no período colonial brasileiro, os grandes latifundiários enviarem seus filhos para estudarem na Europa. Hoje, entretanto, séculos e séculos depois, tal situação ainda é comum, embora adaptada as novas realidades, pois uma grande parcela da população, pesquisadores e jovens cientistas, tem saído do país para buscarem melhores condições e investimentos para seus projetos e pesquisas. Esse fato é alarmante e desesperador, porquanto é consequência da falta de investimentos públicos, aliado com a desvalorização da qualificação profissional por parte do governo.

Nesse contexto, é válido ressaltar que a inaceitável falta de investimentos públicos na área da educação é um agravante para o problema, visto que, sem os devidos recursos e equipamentos necessários, os indivíduos são forçados a saírem do país e buscarem outros países que apoiem suas pesquisas, levando a ciência brasileira para o abismo. Isso pode ser evidenciado pelo dados divulgados pela BBC Brasil, os quais afirmam que houve um aumento de 180%, em 2018, de profissionais qualificados que saíram do Brasil.

Outrossim, a desvalorização da qualificação profissional é outro determinante para a problemática, visto que o governo não tem feito esforços para capacitar e qualificar os seus cidadãos, contribuindo para a triste evasão de potenciais cientistas e pesquisadores. Tal afirmativa se comprova pelo fim do programa ciência sem fronteiras, em 2017, o qual incentivava a capacitação profissional dos indivíduos em instituições internacionais.

Diante do exposto, o Governo Federal deve garantir a sobrevida da ciência  e da pesquisa brasileira, por meio da ampliação de programas, como o Pibid, que pagam bolsas de pesquisas e de capacitação para formar docentes e cientistas. Além disso, deve reativar o ciência sem fronteiras, a fim de se garantir que a educação e a sociedade brasileira avance e alcance altos patamares de prestígio e valorização.