Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/08/2020
A obra “vidas secas” de Graciliano Ramos, mostra a jornada de Fabiano e sua família na tentativa de fugir dos problemas existentes no sertão, como a seca. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é vivida até hoje com os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil por falta das negligências governamental e a falta de valorização social.
Em primeira análise, o descaso governal com os pesquisadores no Brasil. Isso porque, poucos recursos são destinados às pesquisas, equivocadamente, em vez de aumentar os investimentos em Ciência e Tecnologia, como instrumento para superar a crise, os investimentos têm sido cortados. Universidades e centros de pesquisas tentam dar continuidade aos seus projetos. Apesar disso, muitos foram interrompidos. Os jovens pesquisadores desencantados começam a emigrar para países onde a Ciência e Tecnologia são valorizadas. É o que chamamos de “fuga de cérebros”.
Ademais, vale destacar a falta de valorização social que acarreta para essa barreira. À visto disso, a Constituição Federal de 1988 retrata a educação como um direito de todos sendo, desse modo, promovida a partir da colaboração da sociedade. Contudo é notório que essa garantia não alavanca o oferecimento de oportunidades estudantis, visto que diversos indivíduos são excluídos do acesso à experiência profissional enquanto estão no período de graduação. Dessa maneira, com o intuito de alcançar inúmeros objetivos durante e pós a formação, essas pessoas optam por buscar instituições estrangeiras que ofereçam vantagens e, então seguem uma tendência ao deixar o seu país de destino.
Portanto, medidas são necessárias para reverter esse quadro. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação aumentar a oferta de chances ao público estudantil, por meio da inserção de múltiplos estágios na grade curricular. Desse modo, será possível conciliar o desenvolvimento profissional com o econômico e, então ocasionará a permanência desses indivíduos no Brasil.