Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 18/08/2020

No século XVI, com a vinda de muitos portugueses, se tornou normal que seus filhos e netos ricos, voltassem à Portugal para fazer a graduação em medicina ou direito. Devido a falta de faculdades e escolas, as instruções se tornaram estrangeiras. Quando observamos o contexto atual, é perceptível que isso ainda não mudou, o brasileiro vive em um sistema onde as profissões e o estudo não são valorizados. Dessa forma, o método encontrado foi a imigração. Todavia isso acaba criando um deficit cada vez maior e cabe encontrar soluções para o desafios no combate à fuga de cérebros.

Vale ressaltar, de início, que a falta de incentivo seja o maior causador do problema. Segundo o site G1, no próximo ano(2021), o governo pretende fazer um corte de verba das universidades de 1,4 bilhões. Isto é, enquanto a educação, meio pelo qual muito países se desenvolveram e se tornaram potências mundiais, o Brasil vai “na contra mão”, retirando investimento do que no futuro poderia ser a fonte do crescimento econômico. Por conseguinte, devido a falta de estimulo do próprio governo, os cientistas, estudantes e profissionais têm procurado novas oportunidades, onde seus achados e conhecimentos sejam devidamente reconhecidos.

Outrossim, a dificuldade não se encontra apenas nas causa, mas também nas consequências. Em razão dessa fuga, a nação produz um ciclo de acentuada divisão intelectual. Enquanto, os mais capazes vão para o Canadá, Estados Unidos ou Europa, a mão de obra menos qualificada continua na região e o progresso é cada vez maior. De acordo com Paulo Freire, a educação sozinha não transforma a sociedade, mas sem aquela tampouco muda. Assim, é notório que a forma do âmbito social se transformar é pelo conhecimento, o qual vem sendo dado de forma deliberada a outros locais.

Portanto, é indispensável mudanças para enfrentar esses desafios. Em primeiro, o governo deve acabar com o corte de dinheiro, através de retirada de dinheiro de outros locais, para que assim a educação seja vista como prioridade e não uma conta de emergência. Em segundo, as universidades devem ser cada vez melhores, por meio de professores e equipamentos competentes, a fim de que o Brasil não seja fonte de expulsão de pessoas, mas sim, de atração. Apenas dessa forma podemos acabar ou atenuar o impasse.