Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/08/2020
No período da Ditadura Militar que perdurou cerca de vinte anos, o regime nacionalista investiu massivamente em grandes obras, como rodovias e hidrelétricas, deixando de lado o setor educacional. Nesse sentido, historicamente o Estado opta por ações que prezem por resultados momentâneo, em vez de políticas permanentes. Dado isso, a fuga de cérebro é consequência de atos do país em razão da sua ausência no setor, sendo assim, cientistas buscam, com louvor, ambientes mais equipados e suportes melhores que não são fornecidos pelo governo brasileiro.
Em primeiro plano, na geografia sabe-se para que um país se desenvolva é necessário que gerem produtos de alto valor tecnológico, como acontecem nos Estados Unidos e na Europa, reconhecidas como fornecedores científicos para o mundo. Nessa lógica, quem detêm o meio de produção de tecnologia dispõe de vantagens econômicas, uma vez que seus objetos tem um valor elevado no mercado financeiro em detrimento de artigos produzidos nos países menos desenvolvidos como frutas e carnes que não equiparam em valor a celulares e equipamentos industriais.
Além desses desafios de conciliação econômica, uma política visando a fuga de cérebro faz-se necessária, entretanto, não é empregada no governo brasileiro. Sob essa perspectiva, a ausência de tais incentivos prejudicam a população mais pobre, em razão de não possuírem um auxílio financeiro para estudar no país e também no exterior, nem residindo no dado de fuga de intelecto. Nesse aspecto, o próprio Ministério da Educação contribui para a problemática, visto que, segundo o jornal O Globo, a instituição prevê um corte de 4,2 bilhões de reais no orçamento do ano de 2021.
Em suma, são precisos ações que mitiguem a fuga de cérebro. Portanto, cabe ao Poder Legislativo a gênese de um plano nacional, em forma de lei que obrigue o Estado Brasileiro a uma política de interrupção da questão, por meio de investimentos no setor, como a construção de parques avançados de tecnologia a um amparo aos cientistas de origens humildes, e reformulação do orçamento educacional, por meio legal de impedir qualquer corte nos âmbitos educacionais e científicos por partes de governos, sobre a lei de responsabilidade fiscal. Para fim de quebrar o circulo econômico de país subdesenvolvido e que o tema, “fuga de cérebro e seus desafios”, seja algo do passado.