Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Com a chegada da família real ao Brasil e o início do período joanino, uma série de reformas urbanas foram elaboradas para a melhoria da qualidade de vida dos nobres que chegavam de Portugal; entre elas a construção de universidades, que seriam fundamentais na educação brasileira e lograriam conquistas sociais importantes. Embora a ideia proposta e aplicada à época tenham sido indispensáveis, na atualidade, a ausência de melhores oportunidades para desenvolver o trabalho científico assim como programas de atração de talentos internacionais no exterior servem de  catalisadores do fenômeno conhecido como “fuga de cérebros”, que se agrava no tecido social.

Em primeiro lugar, a quantidade de estudantes universitários que deixam o Brasil em busca de melhores qualidades estudantis amplia-se a cada dia mais. Além disso, a necessidade de um ambiente mais favorável à ciência juntamente a melhoria da qualidade de vida, impulsionam vertiginosamente o futuro do profissional. Isso se dá pelo fato de que os índices de contratação, assim como o auxílio em bolsas de estudo são extremamente depreciados em solo brasileiro, comprometendo o desenvolvimento tecnológico do país e o restringindo a categoria de exportador de “commodities”. Logo, é perceptível a necessidade de um maior reforço financeiro, para que o número de alunos que vão para o exterior possa reduzir consideravelmente,

Em segundo lugar, várias universidades no exterior (como as universidades do Canadá e Suíça) já criaram programas de atração de cérebros internacionais e expandiram os horizontes acadêmicos de jovens competentes. Ademais, uma vez que investem em educação, esses países também avançam tanto politicamente como economicamente ao conseguirem a longo e curto prazo estabilidade em ambos setores: a curto prazo com a chegada de imigrantes que auxiliarão no desenvolvimento atual do país e também a longo prazo, com a graduação daqueles que previamente estudavam. Dessa forma, a terra das palmeiras sai desprivilegiada por não ser capaz de equilibrar as propostas feitas afora. Nesse sentido, projetos de cunho atrativo ao estudante também devem ser questionados e proporcionados.

Portanto, está claro que o governo brasileiro tem enfrentado muitos desafios no combate à fuga de cérebros, já que muitas oportunidades são oferecidas internacionalmente e pouco intensificadas nacionalmente, e que a falta em investimento em educação e tecnologia não só resultarão na fuga de cérebros mas também na inviabilidade do Brasil ascender economicamente fora do setor primário e , concomitantemente, não será capaz de ampliar seus horizontes comerciais. Assim, a proposta iniciada na monarquia de Dom João não irá progredir e a pátria amada permanecerá como outrora no período colonial.