Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 19/08/2020
O filme “A rede social”, mostra o processo de desenvolvimento de uma das principais mídias sociais existentes, o Facebook. Entre seus criadores está um brasileiro, que saiu do Brasil em busca de desenvolver melhor suas habilidades computacionais. Fora da esfera ficcional, percebe-se que a fuga de cérebros é recorrente no país, o que causa uma perda no desenvolvimento tecno-cientifico. Sendo assim, é necessária a superação dos desafios no combate à problemática.
Em primeiro plano, nota-se que a população brasileira é influenciada pela produção imagética. Nesse sentido, Guy Debord produziu a teoria da sociedade do espetáculo, que infere o poder de controle social nas dimensões visuais. Congruente a isso, pode-se estabelecer a idolatria a culturas estrangeiras, como a norte-americana e europeia, em filmes, séries e músicas. Tal pensamento leva os jovens brasileiros a buscarem melhores condições de desenvolver suas habilidades específicas.
Por outro lado, destaca-se o pensamento positivista de August Comte, de que a excelência intelectual deve ter base cientifica. Na contramão desse conceito, a sociedade brasileira é, em sua maioria, baseada em dogmas religiosos e pensamentos fundamentalistas, o que tira o espaço necessário para o desenvolvimento técnico e expulsa possíveis especialistas nacionais.
Visto os fatos, é mister a interferência governamental para reduzir a fuga de mentes do Brasil. Isso pode ser feito por meio da criação de propagandas online e televisivas, produzidas pela Secretária da Cultura e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, sobre adventos científicos que mudaram o mundo, como os “smartphones” e micro-ondas, a fim de aproximar a massa nacional da ciência. Além disso, deve ser votado no Congresso Nacional uma emenda constitucional para aumento da verba destinada a projetos científicos relevantes em universidades federais, para ampliar os estudos já existentes e promover a criação de outros.