Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 20/08/2020

Marcello Carvalho disse: “Não haveria imigrantes, se houvesse oportunidades”. Não obstante, o recente aumento da fuga de profissionais qualificados se tornou um desafio para o Brasil, que deve ser urgentemente combatido. Nesse sentido, tem-se a redução do número de bolsas de pesquisa  e o pessimismo em relação a uma contratação futura como as principais queixas que motivam essa debandada.

Em primeira análise, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, informa que congelou 7.699 bolsas desde agosto do ano passado. Em adição, o Conselho Nacional de Pesquisa suspendeu outras 4,5 mil. Uma vez que essa bolsa é a única forma de renda da maioria dos pesquisadores, tornou-se inviável continuar no ramo e ainda desestimulou a entrada de novos profissionais, sendo uma enorme perda para a ciência brasileira.

Em segundo plano, conforme informações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), desde 2015 há redução de investimento em pesquisa, chegando ao menor valor histórico em 2020. Consequentemente, diversos centros de pesquisa foram fechados e vários profissionais tiveram que imigrar para poder sobreviver, o que é inaceitável para um país se desenvolver.

Em suma, deve-se buscar dirimir a fuga de cérebros no Brasil imediatamente. Para que isso ocorra, é necessário que o MCTIC, juntamente com o Ministério da Educação, aumentem o investimento em bolsas e em tecnologia para os centros de pesquisa. Esse dinheiro também deve ser repassado ainda este ano para as universidades, a fim de manter os atuais profissionais e atrair novos, o que pode atrair investimentos da indústria e da tecnologia. Assim, a ciência brasileira será valorizada e evitará a evasão de cérebros.