Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 22/08/2020
Em “A República”, o filósofo Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da produção literária, na sociedade brasileira, nota-se o oposto das ideias de Platão, uma vez que a fuga de cérebros no Brasil apresenta obstáculos de grandes proporções. Com efeito, faz-se vital analisar as principais causas da problemática, a qual persiste influenciada pela negligência por parte do Governo e pela desvalorização da ciência.
Em primeiro lugar, a ausência estatal dificulta a solução da adversidade. Em consonância com Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, diversos cientistas e brilhantes pensadores têm emigrado para países que proporcionam uma melhor estrutura e melhores oportunidades para a propagação do pensamento científico. Desse modo, por dedução analítica, nota-se a potencial relação negativa entre a omissão de investimentos e a irradiação do saber.
Outrossim, a falta de valorização atua como um fator dificultador. Sob esse viés, Nelson Mandela afirma que “A educação é arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” Entretanto, com as falhas de reconhecimento, importância e incentivo científico, um verdadeiro cenário patológico é formado, em que o interesse de doutores graduados e mestres do saber se inviabiliza em permanecer no Brasil ou buscar por melhores condições no exterior. Dessa forma, a controvérsia deve ser solucionada e os cientistas reconhecidos como fundamentais para a formação do país.
Portanto, o Governo Federal – em parceria com o Ministério da Educação - deve investir em pesquisas científicas e discursar nas escolas a importância do conhecimento, por meio de verbas encaminhadas às instituições de ciência e da inclusão de disciplinas que incentivem os alunos a buscarem compreensão, para que assim estruturemos uma sociedade crítica, com melhores oportunidades de desenvolver estudos em solo brasileiro e que as autoridades percebam a importância de tal ação.