Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 22/08/2020

A extensa gama de profissionais altamente qualificados para atuar no campo de desenvolvimento da ciência no Brasil vem dissipando-se gradativamente, gerando o problema da fuga de cérebros do território nacional. O baixo investimento em pesquisas científicas e as oportunidades encontradas fora do país são fatores estimulantes a saída de pesquisadores capacitados do país.

Em primeiro plano, profissionais buscam oportunidades para atuar como pesquisadores e trabalhar fora do Brasil, devido ao pouco interesse do país de investir nos centros de pesquisa e educação, o que acaba retardando a ciência nacional se comparada à de outros países. Segundo dados da pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento (P&D) em 2017. O valor fica bem abaixo de países que lideram a corrida tecnológica, como Coreia do Sul , Estados Unidos e China .

Em segundo plano, os profissionais que não encontram boas oportunidades de atuação no país acabam optando por outros países que são modelos no quesito investimento em pesquisas e ciência, e o Brasil acaba por perder grande parte de seus pesquisadores para instituições científicas estrangeiras. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal do Brasil em 2018, a saída de profissionais qualificados do Brasil para o Estados Unidos saltou de 9 mil em 2012 para 21 mil em 2017.

Portanto, a evasão de cérebros no Brasil é um problema crescente que precisa ser amenizado rapidamente. A criação de centros de desenvolvimento de pesquisa nacionais, com suporte dos equipamentos necessários, deve ser providenciada pelo Governo Federal por meio de maior destinação de verbas para essa finalidade. Com maior avanço da ciência nacional a fuga de cérebros se tornará um problema cada vez menor no país.