Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/08/2020
A Constituição Federal de 1988, assegura que é dever do Estado Federativo garantir o desenvolvimento nacional. Infelizmente, a ciência, que é um dos meios para a progressão nacionalista, se encontra desvalorizada e sem investimento, mostrando, assim, uma falta de efetivação da lei. Tal cenário incentiva à fuga de cérebros no Brasil.
Em primeira análise, o descrédito com a ciência está ligada à falta de incentivação para os pesquisadores. Cientistas que iniciam as suas pesquisas acabam, muita vezes, interrompendo-as por falta de investimento financeiro. Em 2019, o Governo Federal emitiu uma nota cujo objetivo era informar que as verbas direcionadas ao MCTIC teria uma diminuição de 42%, tal cenário evidência a depreciação da ciência no país. Ademais, a falta de investimentos na ciência acarreta muitos resultados negativos, entre eles a emigração dos pesquisadores para países com maior investimentos nos estudos científicos. Dados fornecidos pelo jornal Exame mostra que o Brasil se encontra na 80° colocação de fugas de cérebros. Sem uma intervenção do governo, essa posição poderá aumentar.
Diante do exposto, se faz necessário ações para resolver tais problemas. Cabe a República Federativa criar, através de verbas governamentais, uma bolsa de incentivação científica com objetivo de diminuir a emigração dos pesquisadores. Só assim, a fuga de cérebros no Brasil deixará de ser um problema.