Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 30/08/2020
O Brasil tem formado pesquisadores de excelência, não é à toa que possui universidades no Times Higher Education, importante hanking universitário mundial, como a USP e UNICAMP. No entanto, um movimento de diáspora desses pesquisadores tem preocupado o futuro da pesquisa brasileira, devido às péssimas políticas de incentivo à pesquisa, muitos intelectuais têm buscado em outros países perspectivas estáveis para dar continuidade em suas carreiras.
Primeiramente é importante destacar que o processo de produção científica se dá por meio de anos de investimentos em capital humano por meio de educação de qualidade, maquinários e estruturas que possibilitem o processo de pesquisa e inovação. Em consequência, bons profissionais são formados e aptos a contribuir para o desenvolvimento do país.
Segundo, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) países como o Japão,Coréia do Sul,Israel,Estados Unidos e China possuem mais de 60% do total de seus pesquisadores alocados em empresas, no Brasil esse percentual é de apenas 18%. Evidentemente esses dados demonstram o quanto esses estudiosos estão sendo desistimulados a permanecerem e continuarem seus estudos.
Certamente, o país é prejudicado com o êxodo desses pesquisadores que poderiam contribuir para o desenvolvimento tecnológico,econômico e cultural nacional. Dessa forma é necessário aperfeiçoar e ampliar mecanismos de fixação desses profissionais.
Portanto, deve existir parceria do Governo com a iniciativa privada com o objetivo de garantir a empregabilidade mediantes programas de estágio e contratações durante e após a conclusão de suas pesquisas, criando incentivos financeiros,insenções e benefícios fiscais que sejam atrativas as empresas. Como também incentivos financeiros para os profissionais que continuarem no país após suas titulações por meio de recursos advindos do Ministério da Ciência e Tecnologia.