Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/08/2020

Para a Geografia Urbana, existem diversos tipos de movimentos migratórios, causados por diferentes motivos. Dentre eles, há a fuga de cérebros, que se caracteriza pela saída da elite intelectual de um país emergente ou em desenvolvimento, o qual geralmente apresenta deficiência de infraestrutura científica, como o Brasil, para países com maior aporte nessa área. Diante disso, torna-se válido discutir sobre as principais causas e os problemas econômicos enfrentados relacionados à fuga de cérebros no país.

Cabe ressaltar, a príncípio, que a falta de interesse do governo para investir em uma estrutura de educação e pesquisa desestimula o desenvolvimento do setor no país. Isso é evidenciado, ao tomar como base os dados do portal UOL, que demonstram um corte de 60% de investimentos nesses setores nos últimos quatro anos. Entretanto, tais cortes não são justificáveis pela falta de dinheiro, pois segundo o Fundo Monetário Internacional, o Brasil é a nona maior potência mundial e países que possuem uma menor significância nesse raking têm melhores investimentos e estrutura em educação e pesquisa, como o Peru. Demonstrando, dessa forma, que o desenvolvimento científico não é uma prioridade do governo no Brasil.

Além disso, as consequências desse tipo de migração traz impactos importantes na economia, visto que o Brasil dá a formação aos indivíduos, entretanto, esses buscam melhores oportunidades no exterior, isso significa que o lucro produzido por essas pessoas vai para outro país. Segundo a revista Época Negócios, de 2011 para 2018 houve um aumento em 184% da saída permanente de mão de obra especializada para trabalhar fora do território brasileiro, gerando grande impacto no Produto Interno Bruto do país. Ainda baseado na pesquisa, dentre as principais causas dessa diáspora estavam a desvalorização dos profissionais e a falta de infraestrutura no país. Ressaltando, nesse sentido, a deficiência no papel governamental de suprir as necessidades desse setor.

Fica claro, portanto, que a fuga de cérebros traz um impacto importante para a economia do país. Por isso, é interessante que o Ministério da Educação, Órgão do poder Executivo no âmbito federal - responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas relacionadas à educação e pesquisa - crie programas que estimulem o desenvolvimento científico e a infraestrutura do país, a partir das universidades. Isso deve ser feito por meio de financiamento em infraestrutura e desenvolvimento de setores de pesquisa e formação educacional, por exemplo, compra de materiais de laboratório, aumento de auxílios para a realização de projetos científicos e de cotas de bolsas para os pesquisadores. Para que, desse modo, a fuga de cérebros não seja mais um problema no Brasil.