Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Stefan Zweig,escritor austríaco,afirma em sua obra literária que o Brasil é o país do futuro.Contudo,verifica-se que na realidade contemporânea brasileira ocorre justamente o oposto do que o autor prega principalmente no que se refere ao desenvolvimento da ciência no Brasil,uma vez que a saída de pesquisadores do país apresenta graves desafios,os quais dificultam a concretização dos planos de Zweig. Esse quadro antagônico é fruto tanto da inobservância estatal,quanto da passividade do corpo civil.

Deve destaca-se, de início, a displicência estatal como um dos complicadores do problema.De acordo com a Constituição Federal do Brasil,promulgada no ano de 1988,todo cidadão brasileiro tem direito ao educação.Em contra partida,ao se analisar os investimentos destinado ao Ministério da Educação e ao Ministério de Ciência e Tecnologia,nos últimos anos, é evidente a redução dos investimentos que incentivam as pesquisas e as inovações tecnológicas nacionais, logo é indiscutível que essa premissa constitucional é negligenciada pelo governo nacional.Dessa maneira,é importante salientar que a insuficiente atuação do Estado provoca a evasão de pesquisadores do país, visto que para desenvolver seus projetos necessitam de condições mais favoráveis.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a inércia do corpo civil impulsiona a problemática abordada.Em paralelo a esse cenário caótico,as ideias de Max Weber explanam que os valores são os principais catalizadores das mudanças positivas na comunidade.Nesse viés,ele acreditava que os indivíduos dispunham de liberdade para agir e modificar a sua realidade circundante.Em contraponto a essa lógica weberiana,a paralisia social,no Brasil,tendencia a fuga de celebro no país,já que ,a população não se mobiliza nos meios de comunicação de massa em prol da importância da ciência para o desenvolvimento da sociedade,sobretudo,o social, o educacional e o econômico.Logo,medidas são viáveis para alterara pífia ação da camada populacional.

Com o fito, portanto, de minimizar a fuga de pesquisadores, no Brasil, medidas urgem. Assim, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, a ampliação dos investimentos na educação e no desenvolvimento da ciência nacional. Isso pode ser feito por meio de mudanças na base de Diretrizes Orçamentarias, que destinem mais recursos financeiros para as instituições que possuam programas de pesquisas, assim como garantam a sua manutenção, principalmente em projetos importantes para o desenvolvimento nacional. Essa proposta tem por finalidade garantir as condições essenciais para que os pesquisadores continuem no país. Feito isso, a sociedade brasileira poderá caminhar em direção à utopia de Zweig.