Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Na Segunda Guerra Mundial, devido à imensa repressão dos militares, um extraordinário intelectual teve de fugir da Alemanha, seu país de origem, para os Estados Unidos, esse intelectual era conhecido como Albert Einstein, e esse fenômeno, como fuga de cérebros. No entanto, essa fuga pode ocorrer, também, por outros motivos e de outros países. Nesse sentido, uma análise crítica acerca das causas e consequências dessa problemática, no Brasil, faz-se necessária.

Em primeiro lugar, precisa-se apontar as causas desse panorama tão prejudicial, que faz com que acadêmicos deixem os seus países de origem em busca de melhores condições de trabalho em outros. Nessa perspectiva, verifica-se uma lista de inconveniências no que diz respeito ao desenvolvimento científico no Brasil, tais como: má remuneração, ausência de empregos em algumas áreas específicas da pesquisa, falta de reconhecimento, como no caso do físico, que não é reconhecido como uma profissão no Brasil, e a falta de infraestrutura, como laboratórios, amostras para pesquisas, equipamentos, dentre outros; isso tudo devido à cortes de gastos consecutivos nas áreas da pesquisa e desenvolvimento. No final das contas, quem sai ganhando são os países que recebem essas pessoas.    Por consequência desses fatores, o que se nota é uma conjuntura globalmente negativa, principalmente para os países de origem. Por esse ponto de vista, constata-se a concentração de renda mundial em países que já são ricos, como os Estados Unidos, país com alta taxa de receptividade desses cérebros, em detrimento de países periféricos, como os africanos e latino-americanos, pois estes plantam, em forma de financiamento estudantil: ensino básico, fundamental, médio e superior, como no caso do Brasil, porém não colhem, em forma de mão de obra para alavancar a sua economia. Logo, verifica-se nesses países suburbanos uma perda de potência no que se refere à transformação social ou ascensão social.

Depreende-se, portanto, que medidas que busquem amenizar esse quadro de fuga de cérebros, no Brasil, são de extrema importância socioeconômica. Para tanto, o governo, por meio do Ministério da educação, juntamente com investidores e empresários, representando o segundo setor da sociedade, deve voltar a investir no desenvolvimento desses setores acadêmicos, mediante dinheiro nacional, privado e estrangeiro, com a finalidade de não só reverter esse panorama calamitoso, mas também de desenvolve-lo a ponto de se equiparar a países desenvolvidos. Somente assim se deixará a fuga apenas para situações extremas, como no caso de Einstein.