Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/08/2020
Mente vazia, oficina do Diabo
Ao afirma em sua celebre canção, “O tempo não para”, o poeta Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato ele estava certo, pois os desafios no combate á fuga de cérebros no Brasil, não é um problema atual. Desde a fuga de Einstein da Alemanha Nazista no período da Segunda Guerra Mundial, que obrigou dezenas de cientistas a fugirem do pais para não serem obrigados a cometer atrocidades contra a humanidade ou estagnação de seus trabalhos. De mesmo modo, na atualidade, as dificuldades ainda persistem, seja por falta de incentivos governamentais, como verbas ou auxílios à pesquisas, ou, seja pela falta de oportunidades de emprego em nossas instituições.
Em primeiro lugar, é perceptível que o Poder Público falha em cumprir seu papel como fornecedor de direitos mínimos, que facilita a continuidade da saída de profissionais qualificados para outros países. Porém, de acordo com a Constituição é dever do Estado proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação, à ciência, à tecnologia, à pesquisa e à inovação. Tal fato demonstra uma grande incoerência, já que segundo dados do site fernandonogueiracosta, do ano de 2011 até 2017, mais de 13 mil profissionais saíram do Brasil para trabalhar em outros institutos, por falta de verbas para pesquisa, oportunidades, aparelhagem de qualidade, locais apropriados, etc.
Por conseguinte, existem milhares de pesquisadores em todo território brasileiro, porém a própria população desconhece, pelo simples fato de que a maioria dessas pessoas podem estar desempregadas ou trabalhando em empresas privadas, onde o reconhecimento de uma descoberta vai para a empresa e não para o pesquisador. Portanto é perceptível que o próprio estado é responsável por várias fugas de cérebros de nosso pais, causando um défice de descobertas, criação de tecnologia e pesquisas.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de verbas e fundos para pesquisa, deve investir em tecnologia, pesquisa e vagas em instituições públicas, com o investimento necessário, nossos profissionais podem trabalhar conforme outras instituições de renome trabalham, com equipamentos de qualidade, bom salario e ambiente adequado, trazendo novas descobertas para nosso pais. Nesse sentido, o intuito de tal ação é proporcionar a estabilidade laboral necessária para nossos pesquisadores. Somente assim, esse problema será gradativamente estagnado, pois, conforme O pensador “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.