Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/08/2020

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Isso ocorre devido à naturalização do problema e, também, à inobservância estatal. Logo, remediar essa mazela é imprescindível para a plena harmonia social.

Primeiramente, vale ressaltar que um dos desafios para evitar que pesquisadores saiam do país com o intuito de realizar pesquisas nos Estados Unidos por exemplo, é a naturalização da questão. Nesse sentido, de acordo com a teoria da “Banalidade do Mal” da socióloga Hannah Arenth quando uma situação ocorre constantemente as pessoas tendem a banalizar a situação, ou seja, como a fuga de cérebros do Brasil para outros países é constante  os indivíduos passam a achar esse problema normal, uma vez que não veem o mal que isso causa no país, o qual fica atrasado em relação a evolução das ciências.

Além disso, percebe-se a falta de atenção dos governantes perante à questão. Nesse viés, de acordo com o filósofo alemão Thomas Hobbes, os governantes devem garantir o bem-estar social. Contudo, vê-se que essa não é a realidade do país, já que há poucos investimentos na educação e nas pesquisas realizadas nas faculdades públicas. Ademais, a Constituição de 1988 garante o direito à educação, mas muitas vezes esse direito é relacionado somente ao ensino básico, visto que por falta de investimento em centros de pesquisas e faculdades, os pesquisadores tendem a migrar para outros países.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Dessa forma, cabe ao Estado mediante redirecionamento de verbas para às áreas da educação e da tecnologia. Tal verba será destinada a realização de mais  pesquisas nas faculdades estaduais e federais com o objetivo de desenvolver a ciência do Brasil. Assim, espera-se que os desafios no combate à fuga de cérebros no país sejam freados.