Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/08/2020
A diáspora de cérebros: a pesquisa em um dilema
Com falta de investimento na área da ciência e da tecnologia, houve um aumento da fuga de cérebros no Brasil. Estes cérebros são pessoas com formação qualificada, e que, muitas vezes, não encontram o devido reconhecimento em suas pesquisas. Ou seja, tanto a ciência e o pesquisador são desvalorizados. Assim, há pouco estímulo para continuar em um país que não investe no desenvolvimento científico e tecnológico. Em vista disso, a solução está exatamente oposta ao que vem sendo feito.
Dessa forma, o que está em jogo é a pesquisa. Isto é, o dilema dos pesquisadores brasileiros é: continuar trabalhando precariamente ou avançar nas suas investigações? Todavia, segundo o Jornal da USP, o Brasil possui apenas 0,2% da população com doutorado, enquanto a média de outros países é de 1,1%, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Em resumo, isso significa que o problema é precedente e ainda mais desafiador.
Sendo assim, o desafio também está na formação de novos cérebros. Logo, esse é um ponto que deveria receber a mesma atenção. Pois se a fuga já está ocorrendo, então deverá formar novos pesquisadores e assegurar a sua permanência no Brasil. Além disso, não se trata apenas de permanecer com os números abaixo da média global, mas sim, aumentar o número de doutores. Portanto, a saída está na credibilidade que o avanço tecnológico e científico podem proporcionar a economia do país.
Diante desse desafio, é preciso muito mais que o esforço dos pesquisadores, que tanto o Ministério da Educação e da Economia entendam a gravidade dessa fuga, além, é claro, da continuidade de formação de novos doutores. Desse modo, é necessário investir nas agências de fomento de pesquisas, conforme o Jornal da USP, por exemplo, a CPNq. Uma vez que, sem as devidas condições para atuarem em suas investigações, sem bolsas, sem qualquer outro incentivo, o trabalho do pesquisador tona-se inviável.
Talvez, a dificuldade esteja exatamente no significado da natureza da pesquisa, devido a incompreensão como trabalho. Dessa maneira a continuidade ou não da fuga de cérebros dependerá não só apenas dos doutores, mas também da população que pode e usufruiu do seu desenvolvimento. Mas para além disso é necessário que os representantes políticos também tenham plena consciência da importância da ciência e tecnologia.