Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 30/08/2020

Na obra “A Utopia” de Thomas More, filósofo inglês, é retratado uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se livre de problemas e diferenças. Nesse espectro a sociedade mostra-se “imperfeita” aos olhos do filósofo, tratando-se da desigualdade financeira, social e estrutural entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros, concebendo aos cientista a opção de imigrar em outros países com maiores investimentos. Assim, é lícito afirmar que a minimização do investimento governamental e escassez das bolsas de estudos e pesquisas contribui para a perpetuação deste cenário negativo.

Nessa perspectiva é imperioso destacar que essa problemática é fruto da falta de investimento em pesquisas no país corroborando para uma busca de imigração em países mais desenvolvidos, na qual oferecem melhores salários, estruturas e reconhecimento, oferecendo aos pesquisadores maior certeza de seu futuro. Ademais, ocasionando um maior desenvolvimento no país que os recebem e, sendo, totalmente, prejudicial na economia do país que os perdem. Segundo a UNESCO o Brasil teve 50 mil evasões de “cérebros” apenas em 2015, algo, extremamente, exorbitante, tornando-o um verdadeiro doador de “cérebros”.

É imperioso pontuar, outrossim, como agravante da problemática supracitada a escassez das bolsas de estudos, gerando, infelizmente, uma maior dificuldade para eles continuarem no país, já que o Brasil está no topo da lista com uma das maiores taxas de juros para financiamento de projetos científicos, colaborando deste modo para o aumento da taxa de imigração dos jovens cientistas, sendo que houve uma taxa de 184% de aumento entre 2011 e 2015 das “fugas de cérebros”. Nessa conjuntura afirma-se que há uma importância entre países por “inteligências”.

Urge, pois que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema discorrido por intermédio do Ministério da Infraestrutura e Educação, implantando novos centros de pesquisas com equipamentos qualificados, gerando maior estrutura para as pesquisas, consequentemente, gerando maiores bolsas e,  selecionando novos pesquisadores por processo seletivo. Deste modo o país tende a melhorar sua economia,  gerando através dos cientistas métodos de produção mais rápido e eficiente e, produtos inovadores em seu próprio território, deixando de adquirir de outros países e valorizando os cientistas, tornando a realidade dos cientistas brasileiros mais próximo do pensamento de Thomas More.