Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 01/09/2020
João Jardim, em seu documentário “Pro Dia Nascer Feliz”, mostra a realidade das escolas públicas e a falta de estímulo dos alunos. Paralelamente a essa realidade, encontram-se diversos estudantes indignados com a falta de investimento e reconhecimento, buscando melhores condições fora do país. Dessa forma, a fuga de cérebros torna-se um problema, e seus desdobramentos refletem no desenvolvimento do Brasil.
Primeiramente, segundo a Constituição Federal de 1988, o acesso à educação de qualidade é responsabilidade do Estado. Porém, infelizmente, na atual situação, isso não acontece, já que há um menor investimento educacional. De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil investiu apenas 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, as pessoas buscam por uma melhor didática fora do país, uma vez que, no Brasil, o ensino não é considerado prioridade.
Em segundo lugar, verifica-se como causa da emigração de brasileiros a falta de reconhecimento do esforço intelectual. Analogamente, verifica-se a crítica realizada pela banda Pink Floyd em sua música “The Wall”, na qual diz “você é só mais um tijolo na parede”. Logo, infere-se que cada vez mais ocorre um desestímulo por parte do Estado e, lamentavelmente, talentos são desperdiçados. Dessa maneira, os professores não conseguem tonar o estudo atrativo e desistem da profissão por causa da frustração.
Portanto, propõe-se que o MEC, por meio de planos de ação voltados para a atração e retenção dos alunos, incentive o desenvolvimento e aprimoramento da carreira em solo nacional. Assim, poderá contar com o apoio das universidades, as quais realizarão mais projetos durante o processo educativo, como os de iniciação científica. Então, através dessas modificações, o impacto da fuga de cérebros poderá ser minimizado, a fim de valorizar a inteligência da população brasileira.