Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 25/10/2020
A expressão “fuga de cérebros” é um termo que se refere aos profissionais que possuem um alto conhecimento em seu campo profissional, que saem de países de origem – sendo eles subdesenvolvidos ou em desenvolvimento –, para nações que disponibilizam maiores oportunidades – como a Suíça e os Estados Unidos. Essas emigrações são caracterizadas pela falta de investimento, principalmente nas áreas cientificas, podendo resultar na ausência de profissionais com um alto nível de especialização em suas determinas áreas, e consequentemente, um atraso no desenvolvimento do país.
De acordo com os dados disponibilizados no ranking de Competitividade Global de Talentos criado pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas, o Brasil está na 80º posição dentre os 132 países analisados. Essas informações mostram a incapacidade do nosso país em criar, manter e/ou atrair mentes geniais, estando diretamente relacionado à falta de incentivos à ciência nacional, não somente por parte política, mas também por grande parte da população brasileira, que tende a não confiar na área. Isso torna a saída do país, algo cada vez mais favorável, principalmente para os profissionais que almejam maiores conquistas em suas áreas de trabalho. Esse é um fato muito preocupante, já que isso está tornando o Brasil um país cada vez mais atrasado tecnologicamente.
Segundo o biólogo Glauco Machado, “o investimento em pesquisa e tecnologia tem crescido em vários países desenvolvidos e as oportunidades de bolsas e eventualmente trabalho em algumas áreas são maiores no exterior do que aqui”. E tendo em vista de que desde a época colonial, nosso país foi caracterizado com agropastoril, e, apesar das Revoluções Industriais, nós continuamos sendo grandes produtores de matérias-primas, hoje, o Brasil não é considerado um país com alta tecnologia. Conforme dados tirados de uma matéria feita pelo jornal Folha de São Paulo, em 2018, os três países com maior destaque na área tecnológica foram a Austrália (2º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH), o Canadá (8º) e a Dinamarca (19º), com o Brasil não sendo citado na matéria.
Portanto, são visíveis como os impactos sofridos por conta da fuga dos cérebros no Brasil afetam, não somente o país como nação, mas também como contingente populacional, já que, quanto mais tecnologia, mais alto é o IDH. Sendo assim, é necessário que o povo brasileiro note que o incentivo aos prodígios nacionais não é “perda de tempo”, mas sim algo que trará melhoras ao país e ao povo. E junto a isso, é importante que o Governo possibilite um melhor cenário para esse desenvolvimento, já que, por conta da burocracia, a cooperação entre os profissionais mais capacitados é extremamente complicada. Isso tornaria o Brasil um captador de talentos tanto nacionais, quanto internacionais.