Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 13/09/2020

Século XXI, período das atualidades cada vez mais afuniladas. Em contrapartida, o Brasil vem enfrentando um grande desafio com relação a fuga de cérebros do território nacional. Sendo assim, esse fenômeno tem acarretado uma fuga de trabalhadores de qualidade, em virtude da falta de oportunidades para os profissionais recém formados. Sob esse aspecto, convém analisarmos as principais causas e consequências desse problema, assim como, possíveis soluções para esse impasse.

Desde que a Globalização ganhou grandes proporções no cenário mundial, é notório que, a ciência tem sido sinônimo de desenvolvimento de um país. No entanto, o Brasil tem tido um grande ônus nos seus cientistas recém formados e que tentam prosperar em pesquisas no território nacional, isso, em decorrência da falta de apoio governamental para esse setor. Destarte, aí está a razão que contribuiu para que a cientista Suzana Herculano deixasse o território nacional.

Conforme pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, entre os anos de 2014 e 2018, a proporção de profissionais que não estão atuando em sua área de formação foi de 8,2% para 13,8%. Assim, muitos destes estão trabalhando de forma informal, em áreas que não exigem o seu rigor técnico científico. Ainda assim, existem os que estão trabalhando em suas áreas, porém, ganhando menos que um salário mínimo. Salienta-se a falta de oportunidades para esses profissionais recém formados, como o carro chefe para a fuga de cérebros no Brasil.

Em suma, é inadmissível que tal situação continue a vigorar no território brasileiro sem tomar as medidas necessárias. Portanto, o Ministério do Trabalho e Emprego, deve atuar em parceria com as empresas instaladas no Brasil, de modo que empregos sejam gerados, de acordo com as áreas de formação, para que os trabalhadores atuem com o rigor técnico científico. Dessa maneira, isso seria possível por meio do incentivo financeiro governamental para as empresas receberem aprendizes, estagiários, e profissionais recém formados. Sob esse aspecto, ao gerar empregos e incentivos aos trabalhos, o Brasil pode reverter o cenário da fuga de profissionais do país.