Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/10/2020

Com o avanço da tecnologia nas últimas décadas do século XX, o fenômeno social e geográfico da Globalização se intensificou, resultando em maiores fluxos mundiais,monetários,culturais e principalmente de pessoas.Consequentemente a isso,decorrente principalmente do avanço global e do ápice da Terceira Revolução Industrial, a técnico-científica,a super-valorização da ciência levou países desenvolvidos,a exemplo dos Estados Unidos, incentivarem à entrada de cientistas estrangeiros de países subdesenvolvidos,por exemplo o Brasil,para lá continuarem suas pesquisas com suporte e apoio necessários. Dessa forma,vem à tona a fuga de cérebros,que implica na redução de cientistas no Brasil e na morosidade do desenvolvimento do país.

De acordo com dados publicados pela BBC Brasil, no ano de 2020 o contingente de cientistas que optam por dar continuidade aos seus trabalhos em outros países é crescente,mostrando a alarmante situação de fuga de cérebros. Isso porque a “fuga de cientistas” leva à redução fatídica do o número nacional de pesquisadores, resultando na diminuição do acervo científico nacional. Aliado a isso,o cenário brasileiro de incentivo às pesquisas vem expressando languidez e precariedade,segundo eles, expressando o motivo pelo qual os “cérebros científicos” deixam o país de origem.Isso expressa que descaso do Estado em detrimento ao que o filósofo Friedrich Hegel sugeria ao afirmar que é dever daquele proteger seus filhos, os cientistas a exemplo, implica na redução de cientistas no Brasil.

Além disso, em 2008 cientistas médicos da Universidade de Pernambuco tiveram sucesso ao obter a cura de um internado por " Hidrofobia", popularmente conhecida como " Raiva", configurando o terceiro caso de cura registrado mundialmente da enfermidade. Isso expressa a importância do incentivo às pesquisas nacionais,já que essa apresenta grande potencial,impactando fortemente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro,aumentando-o.Todavia, é fulcral salientar que a escassa valorização ao desenvolvimento científico decorre historicamente da tardia industrialização do país, não obstante, do pensamento cultural de valorização da ciência ainda em desenvolvimento, tornando indispensável a ação do Governo na valorização dessa e no incentivo à sua prática. Isso mostra que a fuga de cérebros impacta indubitavelmente na morosidade do desenvolvimento do país.

Portanto, diante da fuga de cérebros, entende-se por que desafios como a diminuição de cientistas no Brasil e a morosidade do desenvolvimento desse, persistem. Logo, faz-se necessário que o Estado em parceria com instituições privadas invistam nas pesquisas universitárias por meio da designação de maiores verbas, visando reter aqui os cientistas. Ademais, faz-se preciso que o Estado incentive a prática científica por universitários, por meio do financiamento de feiras científicas, a fim de promovê-la.