Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/11/2020

Valorizar a educação é primordial para o avanço da nação. Todavia, a falta de atenção governamental a produção de conhecimentos no Brasil atual, contribui para que haja a exportação de mão de obra científica para países desenvolvidos. Nesse sentido, é mister compreender que a fuga de cérebros do Brasil dá-se pela falta de investimentos na prática científica e na desvalorização do profissional qualificado.

A princípio, a redução nos investimentos na educação superior sucateia a prática científica. De acordo com uma pesquisa publicada pela Universidade de São Paulo, de 2011 a 2018 houve uma redução de 187% no orçamento destinado a bolsas de mestrados, doutorados e pesquisas. Sob esse viés, as drásticas reduções orçamentais destinadas a projetos científicos, desmotivam os estudantes a quererem se fixar profissionalmente no Brasil, corroborando para o anseio de se migrar para outros países em busca de melhores condições de estudo e de trabalho.

Outrossim, é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento científico, a pesquisa, a capacitação científica, a tecnológica e a inovação, como estabelece a Constituição Federal de 1988. Entretanto, nota-se, que este artigo da constituição não está sendo posto em prática com prioridade. Com isso, o não cumprimento da lei, colabora para a desvalorização dos profissionais qualificados. Por isso, no Brasil, os cientistas  sentem-se  pouco valorizados, seja com salários inadequados, ou com a falta de incentivos monetários as pesquisas. Além disso, a incerteza de que irá ser contratado contribui para a busca por novas condições. Por esse motivo, muitos cientistas buscam reconhecimento científico em países que valorizem a ciência.

Diante dos argumentos supracitados, é de suma importância o debate acerca do assunto para que se possa amenizar a questão. Sendo assim, é imprescindível que o Ministério da Educação, por meio de verbas da União, destine uma maior quantia monetária as instituições de ensino superior para que se possa investir em pesquisas e em bolsas de especialização. Sobretudo, é necessário que o Brasil faça valer a pena o que está escrito na Constituição Federal. Para isso, urgem medidas para barrar a saída de cientistas do país. Portanto, é primordial que o Poder Legislativo reforce as leis de incentivo à ciência e da valorização da mão de obra dos cientistas, assegurando que os governantes não possa interferir na destinação de recursos às universidades, que são os principais pólos de construção científica do país. Feito isso, espera-se que os estudantes de nível superior não se sintam motivados a ter que buscar recursos para a sua formação profissional em outros países.