Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 25/09/2020

A decadência da base da inovação

No Brasil, a ciência não é minimamente estimulada e, por conta disso, o incitamento às pesquisas e ao desenvolvimento são exíguos. Por conseguinte, os profissionais que trabalham nessas esferas encontram grandes obstáculos para ingressar no mercado de trabalho, e assim, se veem estimulados a partir para o exterior em busca de oportunidades sólidas. Logo, frente a essa evasão de cérebros, é imprescindível remediar tal infortúnio.

Mas do mesmo modo que estão as áreas de educação e saúde, os setores científicos, fortemente conectados à inovação, demonstram-se cada vez mais defasados e a principal causa é a falta de investimento neles. De acordo com o relatório dos Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento. Um baixíssimo valor, se comparado a outros países.

Em virtude disso, há um número maior de profissionais desempregados: 25% dos brasileiros com doutorado, e 35% dos que têm mestrado, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MTCIC). Afinal, se não há investimento em pesquisas, sejam tecnológicas, sejam científicas, sejam inovadoras, não haverá emprego para os muitos profissionais envolvidos com esses ramos.

Considerando os aspectos mencionados, é evidente que a evasão de cérebros no Brasil é resultado da falta de investimentos nas áreas científicas. E essa é uma problemática que deve ser combatida. Nessa perspectiva, o MTCIC, deve facilitar o acesso das empresas emergentes, que tem foco em ciência e inovação, a patrocínios do ramo tecnológico. Por exemplo, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que atua em parceria com empresas, e destina investimentos a projetos tecnológicos. Assim, a destinação de maiores verbas para tais setores deverá criar vagas no mercado de trabalho, a fim de absorver o conteúdo científico produzido por esses prodígios profissionais. Inibindo, portanto, a evasão de cérebros no Brasil, pois, havendo oportunidades de crescimento, eles não necessitarão sair de seu território.