Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/12/2020
Durante o século XVIII, o movimento iluminista foi responsável por incentivar os paises europeus a investir na racionalidade científica. Hodiernamente, a ciência coopera com a tecnologia de forma a descobrir maneiras de alavancar o conhecimento da humanidade. No Brasil, porém, uma recente problemática surge em torno desse tema: os desafios no combate à fuga de cérebros. Essa conjuntura visa descobrir e solucionar as razões pelas quais profissionais, em especial cientistas, estão migrando para outros países e busca de melhores condições na área de trabalho. Sendo assim, torna-se imprescindível discorrer acerca da carência de investimentos por parte do Governo e da desvalorização em massa para com pesquisadores.
Inicialmente, é inviável que uma nação subdesenvolvida avance na área tecnológica sem receber a devida importância para tal. Sendo assim, o uso de verbas que seriam responsáveis por alavancar pesquisas não são disponibilizadas, o que por sua vez desmotiva àqueles que a necessitam. Quem explica essa relação de poder é o filósofo inglês John Locke, o qual entendia que entre cidadãos e Estado deveria ter uma relação de reciprocidade, de forma a confiar um no outro visando o crescimento da nação. Porém, a realidade é que a área de pesquisas no Brasil é banalizada, fator elucidante para descrever a falta de avanços científicos.
Em segunda análise, outro fator impossibilitante para o desenvolvimento moderno da tecnologia é a falta de valorização por parte da sociedade. Nesse mesmo sentido, a cultura do Brasil infelizmente não é voltada para a área de pesquisa, e sim, à prática. Essa realidade tem ocasionado a migração de muitos profissionais para países mais industrializados, como é o caso dos Estados Unidos, que acolhe pessoas de todo o mundo em uma área conhecida como Vale do Silício, localizado na California. Em contraste, em alguns países da América Latina não há esse pensamento de avanço, o que alavanca a fuga de cérebros.
Urge, pois, que medidas sejam tomadas afim de minimizar essa problemática. Para isso, o Ministério da Educação e Ciência deveria por meio da base curricular escolar implementar disciplinas que vissem o despertar criativo e tecnológico do aluno, assim como, impulsionar mais áreas de trabalho voltadas para a ciência, em busca de estabelecer o profissional no seu país de origem. Também, o Governo Federal, em seu papel de líder, poderia destinar 4% do Produto Interno Bruto anual para a construção de locais semelhantes ao Vale do Silício, ou até mesmo investir em projetos de pesquisas já em andamento. Finalmente, espera-se que assim, no futuro, possa-se contemplar os inúmeros cérebros pensantes que a nação tem e valorizar-los de uma forma propriamente correta.