Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 13/10/2020
Desde a época do Brasil Colônia os membros da elite social saiam do país, principalmente com destino a Europa, por melhores formações acadêmicas. Hodiernamente, essa realidade ainda é presente no país, atingindo não somente o interesse das camadas sociais mais altas, como também da classe média, devido a precariedade das condições de educação com excelência no país. Logo, a falta de apoio popular para a mudança dessa realidade e a negligência de políticas públicas pelo Estado, fazem com que essa problemática da “fuga de cérebros” se perpetue no Brasil.
A prioridade da formação acadêmica não é uma realidade para grande parte dos brasileiros, que devido a desigualdade social não tem oportunidades de concluir os estudos. O “jeitinho brasileiro” ainda é a forma mais eficaz para a maioria da população de ascensão social, o que leva o interesse por investimentos acadêmicos não serem valorizados como deveriam, devido a falta de informação da população. Dessa forma, não há uma valorização adequada aos cientistas por exemplo, que acabam por buscar a saída do país em busca de melhores condições de trabalho ou pesquisas em suas especialidades.
Além do mais, a falta de investimentos para a educação e pesquisas acadêmicas por parte do Governo dificulta a permanência de especialistas no Brasil. A precariedade das bolsas de estudos, falta de vagas nas Universidades, ausência de laboratórios com tecnologia necessária a pesquisa são alguns dos empecilhos para a melhora da problemática. Essa realidade atinge também de forma direta a economia do país, que desse modo fica dependente da exportação de tecnologia estrangeira. Sendo assim, o Estado não utiliza a matéria prima do país de forma eficaz devido a falta de investimentos em pesquisas o que gera graves perdas econômicas ao Brasil.
Infere-se, portanto, que novas estratégias são necessárias para evitar a “fuga de cérebros” do país. O Estado deve voltar maiores investimentos financeiros ao Ministério da Educação e Ministério da Ciência tendo como foco o aumento de financiamentos de pesquisas e infraestruturas, como o desenvolvimento de melhores laboratórios, a fim de evitar a saída de especialistas do país. Além do mais, campanhas que visam a valorização da educação como forma de transformação social devem ser feitas pelo Governo através das mídias socias com o objetivo de incentivar e conscientizar a sociedade da importância da formação acadêmica na vida do indivíduo. Dessa forma, a atual realidade será gradualmente modificada por um futuro melhor para todos.