Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/10/2020

Segundo o sociólogo Auguste Comte, a sociedade é composta por partes e eixos interdependentes entre si. Isso quer dizer que , por exemplo, um problema em uma dessas partes pode prejudicar toda a harmônia existente , pois elas existem de forma coadjuvante. Analogamente ,no eixo educação, a questão da fuga de cérebros brasileira fere esse equilíbrio. Desse modo , convém analisar tal cenário, que ganha força devido a fatores de ordem política.

Primeiramente , deve se considerar a inércia governamental na construção desse desafio. Também para Comte, o Estado só prosperará através da ciência e seus praticantes.Entretanto, sem o devido reconhecimento e investimento para pesquisa, a única solução dos pesquisadores - ou cérebros- é viajar para outro país . Desse modo , a negligência estatal se mostra como um desafio para a mitigação do problema.

Ademais, as consequências desse cenário também devem ser citadas. Nesse sentido, ao saírem de seus postos, cientistas podem deixar uma lacuna na autonomia do país . O próprio evento atual pode ser uma exemplificação desse cenário, pois , em muito, o Brasil depende da produção de vacinas estrangeiras e não de nacionais, como deveria ser. Assim, fica claro que o papel dos cientistas nacionais deve ser considerado pelo Estado.

Portanto, infere-se que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática. Para isso , o Ministério da Educação - órgão responsável por gerir recursos e serviços ligados ao processos de aprendizagem e a própria pesquisa- , por meio do uso de verbas emergenciais , deve melhorar o incentivo aos estudos científicos brasileiros. Nessa ação , MEC deverá melhorar a estrutura e a remuneração para pesquisa , a fim de que as condições permitam que os pesquisadores não precisem migrar para outro país.