Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/10/2020

O médico, pesquisador e sanitarista Carlos Chagas foi responsável por descobertas significativas no ramo da parasitologia e da saúde no Brasil e no mundo. Atualmente, o país enfrenta um grande desafio no combate à fuga dos cérebros no Brasil, por meio da desvalorização da ciência, escassez de investimentos e recursos. Esse desprestígio ocorre, sobretudo, pela falta de reconhecimento a esses profissionais, logo, consequências de curto e longo prazo são apresentadas. Nesse contexto, necessitam-se de medidas governamentais contra esse agrave.

Em primeira análise, é conveniente ressaltar as causas da problemática. Apesar de um pequeno aumento de 6,2% em 2020 no orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, os recursos de Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal De Nível Superior (Capes) sofreram redução de 30%. Sob esse viés, percebe-se que esses problemas se agregam pela falta de investimento a ciência. Desse modo, a população não tem conhecimento sobre as consequências do sucateamento d Institutos de Pesquisa e cortes orçamentários na área.

Ademais, é indubitável a contribuição das universidades para os avanços no campo científico por meio de projetos. Segundo o professor do Instituto de Biotecnologia da USP Marcos Buckeridge “a ciência não é um gasto, é um investimento. Em 2019, o Ministério da Educação anunciou um corte de 30% nas Universidades Federais, além de cortar 3,4 mil bolsas de estudos impactando a comunidade acadêmica e beneficiados.

Em síntese, certamente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia em conjunto com o Governo Federal promover  divulgação dos avanços e conquistas da Ciência Brasileira à população por meio das mídias sociais, assim como, incentivar monetariamente pesquisas e projetos das universidades com o fito de tornar o século XXI detentor e propagador do conhecimento.