Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 20/11/2020

Durante a Segunda Guerra Mundial,a fim de encontrar um país onde pudessem ser mais produtivos, diversos cientistas germânicos - como o físico Albert Einstein - fugiram da Alemanha. Semelhante a esse acontecimento, no Brasil,graças a precária situação que os centros de estudo brasileiro encontram-se, diversos pesquisadores emigram para outras nações. Nesse contexto, o fenômeno da fuga de cérebros representa uma ameaça ao desenvolvimento nacional, uma vez que diminui o número de profissionais qualificados no país. Assim,no fito de solucionar esse problema, é necessário combater tanto a pouca valorização da ciência e a precariedade existente nos centros de pesquisa nacionais,

Primeiramente, o conhecimento cientifico é muito desvalorizado pela população brasileira, de modo a gerar um ambiente social que agride seu desenvolvimento. Isso fica evidente pois -de acordo com o Instituto Datafolha- cerca de 7% dos brasileiros acreditam que o formato da terra seja plano e 3% desconhecem sua forma. Desse modo, ao analisarmos essa estatística, é indubitável que os indivíduos estão cada vez mais inclinados a discordar de fatos científicos e ,consequentemente, acabam por apoiar políticas públicas que agridem o desenvolvimento das pesquisas nacionais - como o corte de verba de universidades-. Portanto, é indubitável o combate a desvalorização do saber técnico é essencial para a resolução da questão da fuga dos cérebros no país.

Ademais, a ausência de um ambiente adequado para a produção do conhecimento cientifico acaba por afastar do Brasil os indivíduos que tem uma formação especializada. Nesse sentido, pode-se citar o caso da neurocientista brasileira Suzana Herculano-Houzel, a qual afirma que o cenário nacional desperdiça muito de seus recursos, de modo a existir situações onde ela teve de pagar com o próprio dinheiro para continuar com suas pesquisas. Dessa forma, é inegável que a deplorável situação monetária dos centros de estudo do Brasil tem como consequência o aumento da fuga de cérebros, uma vez que para tais cientistas é mais produtivo procurar países que valorizem seu trabalho.

Em suma, é inquestionável que a desvalorização da ciência pela população brasileira e pelo governo é a principal responsável pelo número de pesquisadores que fogem do Brasil. Visto isso, cabe ao Ministério da Educação - o qual será responsável por fiscalizar os estudos que estão em andamento no território brasileiro- e o Ministério da Fazenda ,por meio de incentivos fiscais para empresas que invistam nos centros de pesquisas, criar um ambiente nacional mais produtivo para os cientistas , no intuito de diminuir o número de cientistas que emigram em buscas de melhores condições de trabalho. Então,através dessa ação, os estudiosos do Brasil poderão produzir eficientemente conhecimento  no país, de modo a esclarecer a população desinformada qual é a utilidade da ciência no mundo moderno.