Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/10/2020

A Constituição Federal de 1988, assegura que é dever do Estado Federativo garantir o desenvolvimento nacional. Infelizmente, a ciência, que é um dos meios para a progressão nacionalista, se encontra desvalorizada e sem investimento, mostrando, assim, uma falta de efetivação da lei. Tal cenário incentiva à fuga de cérebros no Brasil.

Em primeira análise, o descrédito com a ciência está ligada à falta de incentivação para os pesquisadores. Cientistas que iniciam as suas pesquisas acabam, muitas vezes, interrompendo-as por falta de investimento financeiro. Em 2019, o Governo Federal emitiu uma nota cujo objetivo era informar que as verbas direcionadas ao MCTIC teria uma diminuição de 42%, tal cenário evidência a depreciação da ciência no país.     Outro aspecto relevante é a falta de investimentos na ciência que acarreta muitos resultados negativos, entre eles a emigração dos pesquisadores para países com maior investimentos nos estudos científicos. Dados fornecidos pelo jornal “Exame”, mostra que o Brasil se encontra na 80° colocação de fugas de cérebros. Sem uma intervenção do governo, essa posição poderá aumentar.

Diante do exposto, ações são necessárias para erradica o problema com a falta de investimento e a má efetivação da lei.  Cabe à República Federativa criar, através de verbas governamentais, uma bolsa de incentivo científica com objetivo de diminuir a emigração dos pesquisadores. Ademais, o poder Legislativo deve garantir o direito de remuneração nas pesquisas, através de uma lei elabora e entregue à câmera dos deputados para votação com a finalidade de acabar com a saída dos cientistas do país. Só então, à fuga de cérebros no Brasil deixará de ser um problema.