Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/10/2020

A fuga de cérebros é um fenômeno caracterizado pelo movimento migratório em massa de pessoas  altamente especializadas, independente da ciência, para outros países. Também conhecido pelo termo inglês “Brain Drain”, esse acontecimento tem se tornado cada vez mais comum no Brasil, que tem tido dificuldades em manter suas grandes mentes no país na ultima década.

É importante notar: um dos maiores fatores presentes no Brasil responsável pela fuga de cérebros é um descaso governamental. Há poucos incentivos para o desenvolvimento intelectual da população, apenas no ano de 2019 cerca de 6000 bolsas de doutorado foram cortadas por falta de verba, tornando uma especialização adicional muito difícil para uma parcela da população que não pode bancar os próprios estudos. A falta de uma educação acessível causa, por fim, a saída de estudantes do país, que veem uma oportunidade de crescimento intelectual até mesmo em países de outros continentes.

Ainda assim, o principal atingido pelo efeito da fuga de cérebros é o país deixado para trás. Um dos efeitos do “Big Drain” é um déficit na economia do país abandonado por seus estudantes, já que, ao perder suas principais mentes engenhosas, a nação se vê refém dos grandes polos tecnológicos como solução da falta de desenvolvimento tecnocientífico, ocasionando em muitos gastos para ter acesso às principais tecnologias do mercado.

Destarte, a fuga de cérebros ocasionada por um descaso governamental no Brasil pode ser responsável pelo empobrecimento da nação, tornando papel do Governo Federal, através do Ministério da Educação, investir verbas para que antigas bolsas de doutorado possam ser retomadas e possibilitar para que novas sejam criadas, visando assim manter no país as principais mentes pensantes, desenvolvimento tecnológico e, por último, reverter os possíveis danos ocasionado pela fuga de cérebros, atualmente tão presente no Brasil.