Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/10/2020

EUA, Suíça, Canadá. Tal tríade ilustra países desenvolvidos, receptores de pessoas que saem do seu país nativo em busca de melhores condições de vida, a chamada “fuga de cérebros”. Nesse sentido, tal ação está cada vez mais constante na contemporaneidade, pois os países em desenvolvimento e subdesenvolvidos não valorizam os profissionais de pesquisa, ciência, tecnologia e inovações e há uma falta de fiscalização sobre os investimentos em áreas científicas. Assim, são prementes reflexões acerca desses desafios para mitigar esse ato dos profissionais, prejudicial ao país.

Nesse contexto, segundo o estudo feito pela JBJ Partners, nos últimos quatro anos, a migração de brasileiros com formação superior ou pós-graduação para os Estados Unidos aumentou 10%. Dito isso, nota-se o crescente fortalecimento da “fuga de cérebros” em países subdesenvolvidos, como o Brasil. Nesse viés, muitos indivíduos praticam essa ação, pois a nação desvaloriza esses profissionais, diferentemente dos Estados Unidos, que obtém diversos tecnopólos (centros tecnológicos), incluindo o maior do mundo, o famoso Vale do Silício. Além disso, há, também, uma falta de incentivo por parte do estado quando se trata de pesquisa, desenvolvimento e descobertas, o que intensifica essa constante migração. Desse modo, essa falta de valorização e estímulo por parte do país resulta na precariedade de oportunidades de emprego, levando a “fuga de cérebros”.

Nessa perspectiva, na visão de Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Sob essa ótica, é notória a importância da tecnologia e a tendência é, cada vez mais, a dependência dela. Entretanto, muitos países em desenvolvimento ainda não aderiram cem por cento às inovações, pois há uma falta de fiscalização sobre os investimentos da nação. Outrossim, a falta de controle de investimento em bolsas estudantis em universidades focadas em ciência e inovações, desmotiva bastante o estudo e formação nessa área, pois muitos não têm a condição financeira necessária para investir nesse campo inovador, extremamente importante, principalmente para o futuro do país, por conta de cada vez o mundo se tornar mais tecnológico. Logo, a ausência de fiscalização sobre os investimentos e inovações, resulta, também na migração de pessoas em busca de melhores condições de vida, prejudicando a sua pátria.

Depreende-se, portanto, que a “fuga de cérebros" é efeito da falta de valorização dos profissionais de pesquisa e escassez de fiscalização sobre os investimentos em áreas científicas. Assim, é imperioso que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações promova mais investimentos em pesquisas mediante a alocação de recursos voltada para a concessão de bolsas científicas e aprimoramento de laboratórios, a fim de incentivar a pesquisa científica e valorizar os profissionais do país, a fim de amenizar a “fuga de cérebros” e formar um país mais evoluído e desenvolvido internamente.