Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 28/10/2020
Investimento, tecnologia, industrialização. Essa tríade representa a realidade de países desenvolvidos, nos quais acontece um grande investimento em pesquisas. Entretanto, no Brasil, não ocorre o mesmo proveito, influenciando no aumento da fuga de cérebros e na desvalorização dos profissionais da nação. Desse modo, são prementes discussões, com o intuito de minimizar a perda de mentes brilhantes no Brasil.
Nesse contexto, na visão do psicólogo Howard Gardner o talento é um arranjo de aptidões e conhecimento, que predispõem um indivíduo a sucessos em uma ocupação, vocação, profissão, arte ou negócio. Em contrapartida, no Brasil, a falta de iincentivos aumenta a quantidade da migração de profissionais altamente capacitados, os quais, muitas vezes, são convidados a trabalhar em países desenvolvidos, que lhes oferecem uma melhor qualidade de vida. Ademais, a falta de tecnologia e de industrialização corrobora para que esses jovens com ideias fantásticas se desinteressem em continuar no país, em virtude, principalmente, do baixo salário e da perspectiva de desemprego. Dessa forma, o Brasil se torna um país carente de talentos e de jovens interessados no desenvolvimento de pesquisas e inovações.
Nessa perspectiva, analogamente à terceira lei de Newton, toda ação gera uma reação, a fuga de cérebro pode gerar diversos impactos para o país. Nesse sentido, o Brasil fica com seu desenvolvimento comprometido, visto que as pessoas que causariam seu crescimento “fogem” para outros países desenvolvidos à procura de reconhecimento e incentivos, além de que a quantidade de pessoas com essa inteligência aumenta cada vez mais nesses locais. Aliado a isso, nota-se a desvalorização dessas profissões no Brasil, pela falta de importância apresentada por esse território, complementando para o aumento do número de desempregados.Assim, cristaliza-se o pensamento do professor Isaac Roitman, de que a fuga de cérebros é uma calamidade para o Brasil.
Depreende-se, portanto, que o apoio , a valorização e o incentivo que o Brasil deve dar para essas profissões são indispensáveis. Por conseguinte, é necessário que o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações promova incentivos a pesquisas científicas, por meio da alocação de recursos voltados para o aumento das bolsas dos trabalhadores e ampliação de programas científicos, a fim de evitar a fuga de cérebros e incentivar a pesquisa no país.